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26 de agosto de 2017

Acesso à praia do Cabedelo “desagua” em grandes pedregulhos pontiagudos



CABEDELO
Carlos Sousa

Todos os anos existem avisos para os perigos de arribas nas praias. A Agência Portuguesa do Ambiente enumera, na sua página na internet, uma lista das praias cujas arribas estão em risco. Face à dimensão do problema, sem nunca esquecer a lição tirada após a tragédia na praia Maria Luísa, no Algarve, promovem-se campanhas de sensibilização sobre os perigos das arribas.

Por outro lado, há praias onde banhistas e escavadoras convivem quase de “mão dada” no Verão, multiplicando-se obras que, em alguns casos, permanecem antes, durante e após a época balnear. Outras, no entanto, não são tidas nem achadas para as dotar de melhorias tendo em vista a segurança de turistas e veraneantes.

O acesso à praia do Cabedelo, junto ao Parque de Campismo Foz do Mondego, na Figueira da Foz, é exemplo disso mesmo. Há quem defenda uma empreitada a sério, nem que, em alguns períodos do dia, as máquinas se possam ouvir mais que as ondas a espraiarem-se na areia.

A praia do Cabedelo é uma das mais procuradas no concelho da Figueira da Foz, estando, por via disso mesmo, muito longe de ficar desértica. A procura é colossal, razão pela qual o parque de estacionamento esgota facilmente. Os banhistas não hesitam um segundo em estender a toalha naquela grande porção de areia, mas o perigo espreita a cada instante na curta viagem entre o estacionamento e a praia.

O acesso principal é servido por uma rampa de madeira edificada entre pedras e pedregulhos. A descida é curta e não é muito íngreme, mas o final é bastante perigoso e árduo, porque termina em cima de pedras e, um pequeno deslize, pode ser a morte do turista ou veraneante. Não se compreende que, depois de alguns melhoramentos ao nível do estacionamento em torno da praia, o acesso à praia esteja no centro das atenções pelo lado negativo.
Tratando-se de uma praia emblemática ao nível internacional no campo desportivo que atrai milhares de surfistas todo o ano, os quais ajudam fortemente a embelezá-la, não se compreende que o acesso seja feito por uma “ponte” de madeira num estado deplorável.

As queixas avolumam-se e há quem lamente que a praia do Cabedelo já há muito que não faz parte integrante dos planos da autarquia. Todavia, a praia do Cabedelo é, todos os dias, o ponto de encontro de centenas de pessoas durante o defeso e de milhares nos meses de veraneio. A praia do Cabedelo tem de ser compreendida como um espaço que beneficia em muito a economia das margens esquerda e direita da foz do Mondego.

Quem mais sofre com o acesso deplorável à praia são as crianças, pessoas mais idosas e todas aquelas de mobilidade reduzida, situação que necessita forçosamente de atenção especial na hora de aproveitarem o espaço público e gozar o sol quente dos meses de Verão mas que se encontra quase “vedado” pela incúria.

A obra é necessária e justifica-se. Todos os dias, turistas e veraneantes têm o condão de serem ajudados para ultrapassar um obstáculo facílimo de resolver. É urgente uma intervenção para salvaguardar qualquer acidente que aconteça na praia do Cabedelo. Está na hora da classe política procurar a solução e não ignorarem por completo o perigo que o acesso oferece. A liberdade de movimentos é um dever que deve ser preservado.

Não deixa de ser verdade que o Verão está a terminar, mas a obra para resolver o problema é uma das condições a ter em linha de conta. Para quem procura a margem esquerda da foz do Mondego para retemperar energias sabe que a obra é de capital importância, até porque a natureza não será remexida mas que permite o contentamento de todos.




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