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5 de dezembro de 2018

Jacintos-de-água no Portinho dos Pescadores gera preocupação



Por Joel Perpétuo


Originários da América do Sul, os jacintos de água que foram introduzidos em Portugal como plantas ornamentais em meados dos anos 30 do século XX e rapidamente transformaram-se numa ameaça séria para o ecossistema de rios e lagoas, chegaram em grande quantidade ao braço sul do Mondego, numa invasão que deixou o portinho da Cova-Gala coberto com esta planta, e que poderá repetir-se novamente.
Estas plantas invasoras criam uma espécie de tapete flutuante que muitas vezes cobre totalmente a superfície da água, o que faz com que a luz incidente seja reduzida, diminuindo assim a qualidade da vida aquática e levando na maioria dos casos à morte de animais e plantas.


Os Pescadores estão preocupados com a situação


Preocupados com a situação estão os pescadores da freguesia de São Pedro em declarações a este jornal explicaram «que caso os "jacintos" continuem aparecer em grande quantidade em Janeiro (altura em que começa a época da Lampreia) será complicado trabalhar, uma vez que as redes ficam cheias (com as plantas) e exercem muita força nas mesmas, e dificulta bastante o trabalho».

Também em relação à navegação consideram que «é perigoso para os motores e reduz a visibilidade, principalmente para quem navega de noite».

Também na última Reunião de Câmara, o assunto foi abordado

Na última reunião de Câmara, o vereador Ricardo Silva (PSD) questionou João Ataíde, Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) sobre esta praga, e o que está a ser feito para a resolver.

O autarca figueirense explicou que este problema «tem origem num braço do Rio Mondego entre o concelho da Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, junto á Ereira». Acrescentando que têm sido feitas sucessivas limpezas que «as quais se têm revelado inúteis». 

«A maior parte dos jacintos costumam nascer e desprender-se do leito para água, não conseguimos resolver o problema, na altura abordamos o Ministério do Ambiente e não foi adiantado nenhum meio que consiga resolver esta proliferação de jacintos, que passará muito pelo tratamento daquele braço (já referido), que é a grande encubadora de jacintos». Acrescentou o edil figueirense, que também referiu estar neste momento a ser feita «uma recolha articulada com o Porto da Figueira da Foz e com a autoridade marítima».

O vereador Miguel Babo (PSD) indagou João Ataíde, se este como Presidente da CIM (Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra) não podia ter feito uma articulação com Montemor-o-Velho para resolverem o problema.

O Presidente da Câmara respondeu explicando que «não se trata de um problema da CIM mas sim um problema do Ambiente, para o qual não haverá solução imediata que não seja determinada pela Agência Portuguesa do Ambiente em relação ao já referido braço, e não há nenhuma estratégia para o mesmo problema, se eu tivesse uma solução que pudesse impor de forma à APA eu faria, mas não tenho, e isto é uma praga que está assolar o rio».

O vereador Carlos Tenreiro também interveio na matéria alertando para a possibilidade dos "jacintos" «poderem entrar nas hélices dos motores dos barcos e nas embarcações» exigindo também «uma atitude mais enérgica da CMFF, que fosse concretizada» 

João Ataíde acrescentou que «o ano passado foi feita uma limpeza acentuada na zona territorial, e onde foram gastos cerca de 30 mil euros, e a intervenção» explicando novamente que é um mar de jacintos que vem por aí abaixo, é uma praga que assola todo o país, se houvesse uma forma objetiva e ponderada, que eu pudesse solicitar à APA eu assim faria»

Terminou justificando que algumas das pragas recentes vêm das alterações climáticas, que provocam o aumento da temperatura das águas, e por isso é um problema que cabe a todos, não há aqui uma varinha mágica que permite resolver rapidamente e de uma forma tecnicamente satisfatória e sustentável este problema.












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