Atelier figueirense Melanda Architects destacada com dois prémios internacionais pela DNA Paris Design Awards

 

Imagem Ilustrativa


O Atelier figueirense Melanda Architects (MA), fundado por Mário Melanda, foi este mês galardoada com dois prémios pela DNA Paris Design Awards nas categorias de “Green Architecture” e “Small Scale Project”, com o projeto “Casa TEACCH”, uma proposta arquitetónica de um equipamento com dois pisos, de construção sustentável, com ambientes e características particulares desenhadas para permitir o desenvolvimento de competências sociais e de comunicação em pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo.

O modelo TEACCH (Treatment and Education of Autistic and related Communication-handicapped Children) é um programa educacional e clínico criado a partir de um projeto de pesquisa que observou atentamente os comportamentos de crianças autistas em diferentes situações na Universidade da Carolina do Norte (EUA). 

A casa TEACCH, cujo nome foi baseado no método, desenvolve-se em dois pisos (r/chão e mezanino), integrando uma área open space para atividades, sala de reuniões, uma pequena copa e instalação sanitária. O edifício tira partido da sua localização e exposição solar propondo-se grandes rasgos assimétricos na cobertura e áreas generosas de envidraçado no piso térreo, que abrem de modo a permitir uma relação franca com as atividades de exterior. 

O projeto foi desenvolvido com base no cuidado aprimorado de criação de um espaço que privilegia a luz natural, a amplitude de áreas e a estimulação sensorial através de elementos naturais e de um ambiente interior acolhedor e tranquilizante, conduzindo a resultados clínicos sucessivamente mais eficazes. 

Mário Melanda revelou-se satisfeito com os prémios, apreciando que “O projeto da Casa TEACCH foi um desafio muito interessante. Inspirámo-nos nos celeiros tradicionais e reinterpretámos todo o seu conceito, mantendo a utilização de madeira e a cobertura inclinada de duas águas. Esta ideia permitiu-nos criar um projeto, embora de pequena escala, mas com um impacto positivo no meio ambiente. Acredito que tenham sido estas as mais valias do projeto e reconhecidas pelos júris da DNA Paris. É sempre bom quando reconhecem o nosso trabalho, ainda mais a um nível internacional. É uma motivação extra para continuarmos a trabalhar em novos projetos que tenham impacto positivo na vida das pessoas.”

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