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1 de dezembro de 2018

Comemora-se hoje a Restauração da Independência, uma das datas mais importantes da história de Portugal




Por Joel Perpétuo

O dia da Restauração da Independência, 1 de dezembro, é um feriado nacional (embora entre o período de 2013-2016 tenha sido retirado como medida de incentivo ao aumento da produtividade), pela sua importância é um dos dias mais importantes da história de Portugal.

Um grupo de nobres portugueses, a 1 de Dezembro de 1640, invadiu o Paço Real e aclamou D.João, duque de Bragança como Rei de Portugal, restaurando assim a independência, depois de um período de união ibérica, no qual os portugueses nunca tiveram satisfeitos, sobretudo devido à sobrecarga de impostos assim como o envolvimento de Portugal nos conflitos da coroa Espanhola, que acabou por atingir as colónias portuguesas e arruinar negócios lucrativos da coroa lusitana. 

Já anteriormente a Revolva do Manelinho (em Évora no ano de 1637) e o Motim das Maçarocas (no Porto, em 1628) tinha demonstrado que o aumento de impostos e as difíceis condições de vida da população portuguesa provocadas pela governação dos Filipes de Espanha, começava a originar um descontentamento nacional, e um sentimento de revolta. 

Com a morte do jovem D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, Portugal enfrentou um problema de sucessão. Após o insucesso do Cardeal D. Henrique no comando da monarquia, Portugal foi regido por três reis D. Filipes de Espanha, durante 60 anos, período que ficou conhecido por Domínio Filipino, período esse que terminou com a revolta dos conjurados e a restauração da independência em 1 de Dezembro de 1640. 

Os conjurados eram constituídos por 40 nobres, e mais 10 elementos provenientes do clero e militares (que não eram nobres), e ficaram conhecidos pelos quarenta aclamadores, por estarem envolvidos quarenta brasões diferentes neste movimento, que tinha como objetivo a destituição dos Filipes de Espanha (família dos Habsburgos) e a proclamação de um monarca português, o que acabaria por se suceder. Depois de se ter dado uma nova e a última reunião no palácio de D. Antão de Almada, hoje conhecido como Palácio da Independência por essa razão. 

A 1 de Dezembro de 1640, Os Conjurados invadiram o paço da ribeira onde se encontrava a vice-rainha de Portugal, a Duquesa de Mântua e o seu secretário-geral Miguel de Vasconcelos. Perante a invasão, a Duquesa de Mântua escondeu-se num armário e Miguel de Vasconcelos foi "defenestrado" (termo italiano usado para quem é atirado pela janela) o que lhe causou a morte, e proclamaram rei D. João IV, Duque de Bragança descendente de D. João I, aos gritos de "Liberdade". 

O povo e toda a nação portuguesa acorreu logo a apoiar a revolução, Restauração da Independência, e assim, D.Filipe III de Portugal e IV de Espanha, que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, não teve como retomar de imediato o poder em Portugal.

Lista dos Conjurados a quem devemos agradecer a independência:


  • D. Afonso de Menezes, Mestre de Sala d’el Rei D. João IV;
  • D. Álvaro de Abranches da Câmara, General do Minho, do Conselho de Guerra;
  • D. Antão de Almada, 7.º conde de Avranches, 10.º senhor dos Lagares d´El-Rei[1], 5.º senhor de Pombalinho e Governador da Cidade;
  • D. António de Alcáçova Carneiro, Senhor do Morgado de Alcáçova, Alcaide-Mor de Campo Maior e Ouguela;
  • D. António Álvares da Cunha, Senhor de Tábua;
  • D. António da Costa, Comendador na Ordem de Cristo, Senhor do Morgado da Mustela;
  • D. António Luís de Menezes, 3º Conde de Cantanhede, 1º Marquês de Marialva;
  • D. António Mascarenhas, Comendador de Castelo Novo na Ordem de Cristo;
  • António de Melo e Castro, Capitão de Sofala, Governador da Índia;
  • António de Saldanha, Alcaide-mor de Vila Real;
  • António Teles de Meneses, 1.º e último Conde de Vila Pouca de Aguiar;
  • D. António Telo, Capitão-mor das Naus da Índia;
  • Ayres de Saldanha, Comendador e Alcaide-mor de Soure;
  • D. Carlos de Noronha, Comendador de Marvão, presidente da mesa da Consciência e Ordens;
  • D. Estevão da Cunha, Prior de São Jorge em Lisboa, Cónego da Sé do Algarve, Bispo eleito de Miranda;
  • Fernão Teles da Silva, 1º Conde de Vilar Maior, Governador das armas da província da Beira;
  • D. Francisco Coutinho, filho de Dona Filipa de Vilhena que o armou Cavaleiro e a seu irmão;
  • D. Fernando Telles de Faro, Senhor de Damião de Azere, de Santa Maria de Nide de Carvalho;
  • Francisco de Melo, Monteiro-mor;
  • Francisco de Melo e Torres, 1.º Conde da Ponte, 1.° Marquês de Sande, General de Artilharia;
  • D. Francisco de Noronha, irmão do 3.º Conde dos Arcos;
  • Francisco de São Payo;
  • D. Francisco de Sousa, 1º Marquês de Minas, 3.º Conde do Prado;
  • D. Gastão Coutinho, Governador do Minho;
  • Gaspar de Brito Freire, Senhor do Morgado de Santo Estevão de Nossa Senhora de Jesus na Baía, Brasil;
  • Gomes Freire de Andrade, Capitão de Cavalos;
  • Gonçalo Tavares de Távora, Capitão de Cavalos;
  • D. Jerónimo de Ataíde, 6.º Conde de Atouguia, filho de Dona Filipa de Vilhena que o armou Cavaleiro e a seu irmão;
  • D. João da Costa, 1.º Conde de Soure;
  • D. João Rodrigues de Sá e Menezes, 3º Conde de Penaguião;
  • João de Saldanha da Gama, Capitão de Cavalaria;
  • João de Saldanha e Sousa;
  • D. João Pereira, Prior de S. Nicolau, Deputado do Santo Ofício.
  • João Pinto Ribeiro, Bacharel em Direito Canónico, Juiz de Fora de Pinhel e de Ponte de Lima;
  • João Sanches de Baena, do Conselho de Sua Majestade, Desembargador do Paço, Doutor em Cânones;
  • Jorge de Melo, General das galés, do Conselho de Guerra;
  • D. Luís de Almada, filho de D. Antão de Almada;
  • Luis Álvares da Cunha, Senhor do Morgado dos Olivais;
  • Luís da Cunha de Ataíde;
  • Luís de Mello, Porteiro-mor;
  • D. Manuel Child Rolim;
  • Martim Afonso de Melo, 2º Conde de São Lourenço, Alcaide-mor de Elvas;
  • Miguel Maldonado, Escrivão da Chancelaria-Mor do Reino;
  • D. Miguel de Almeida 4.º conde de Abrantes;
  • D. Nuno da Cunha de Ataíde, 1º Conde de Pontével;
  • D. Paulo da Gama, Senhor do Morgado da Boavista;
  • Pedro de Mendonça Furtado, Alcaide-mor de Mourão;
  • D. Rodrigo da Cunha, Arcebispo de Lisboa;
  • Rodrigo de Figueiredo de Alarcão, Senhor de Ota;
  • Sancho Dias de Saldanha, Capitão de Cavalos;
  • D. Tomás de Noronha, 3º Conde dos Arcos;
  • D. Tomé de Sousa, Senhor de Gouveia, Védor da Casa Real, Trinchante-mor e Mestre-sala;
  • D. Tristão da Cunha de Ataíde, Senhor de Povolide, Comendador de São Cosme de Gondomar;
  • Tristão de Mendonça.






Fonte: Luís de Menezes, Conde da Ericeira, “História de Portugal Restaurado", Lisboa, 1751-1759

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