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21 de novembro de 2017

João Archer de Carvalho apresenta " Manuel Filipe e a sua Fase Negra (1942-45) ", no Museu Municipal


CULTURA

Realiza-se no próximo sábado, 25 de Novembro, pelas 16h00, no âmbito da inauguração da Exposição “Revisitando Manuel Filipe: A Reserva da Família | A Reserva do Museu Municipal Santos Rocha”, a apresentação do livro “Manuel Filipe e a sua Fase Negra (1942-45) ”,  da autoria de  João Archer de Carvalho.



“Manuel Filipe e a sua Fase Negra (1942-45)” é um estudo sobre a Fase Negra (1942-45) do pintor Manuel Filipe (1908- 2002),  no contexto da sua polémica recepção em Portugal e da repressão que sobre ele se abateu. Esclarecendo aspectos fundamentais da sua vida (como desde quando começou a expor, ou se efectivamente escreveu e veiculou algum pensamento teórico estético sobre a arte e o artista coevos a Manuel Filipe), que permaneciam esquecidos ou ignorados, tentou-se entender a sua série de carvões à luz da emergente corrente neo-realista da qual, na vertente visual e gráfica, foi um dos pioneiros entre nós, fortemente influenciado pelo expressionismo alemão e a nova objectividade, mas também pelos muralistas mexicanos, entretanto muito divulgados entre nós.

A série dramática estrutura-se tematicamente à volta dos excluídos e dos marginalizados, da exploração operária e da exaltação do papel da Mulher, constituindo um amplo painel, formalmente não homogéneo, pois utiliza várias linguagens plásticas, de uma galeria de monstros e de um bestiário inumano representativo da atitude crítica do autor e testemunho da difícil situação da produção artística e cultural no auge da ditadura do Estado Novo.


BIO:   
João Archer de Carvalho, licenciado e mestre em História da Arte (UC), tem vindo a especializar- -se na área da Arte Contemporânea, em particular no campo das Artes Plásticas, tendo apresentado a tese “Manuel Filipe e a sua Fase Negra (1942-45): no contexto do Neo-Realismo pictórico (2016)” que, com alterações, foi editada pela Câmara Municipal de Condeixa, no âmbito da política que esta prossegue de estímulo à investigação historiográfica concelhia.
No sentido de aprofundar os conhecimentos da vida e obra do artista publicou alguns artigos e textos: na Algar, revista de cultura da Casa Museu Fernando Namora, publicou no n.º 3 (2016, pp. 49-58) «Onze Cartas de Manuel Filipe a Mário Dionísio» e entregou para publicação (n.º4, 2017, no prelo) «Cartas de Manuel Filipe para Joaquim Namorado e para / de outros».; publicou «Um outro olhar sobre MF: através da Reserva Familiar», no Catálogo Manuel Filipe - A Reserva da Família (Condeixa) e entregou para publicação «Revisitando Manuel Filipe através da Reserva Familiar», para o catálogo da exposição da obra de Manuel Filipe -  A Reserva da Família (Figueira da Foz).
Efectuou um ciclo de conferências sobre Manuel Filipe e a sua Fase Negra nos seguintes sítios: Condeixa, Luso, Leiria, Vila Franca de Xira e Lisboa.
Tem colaborado em diversas actividades culturais concelhias, nomeadamente com a Galeria Manuel Filipe.

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