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29 de outubro de 2017

Crónica de Tiago Ferreira: Tempos de conflitos



Crónica de Tiago Ferreira: Tempos de conflitos


O falhanço do Estado, na prevenção e combate aos incêndios, veio criar uma enorme desconfia por parte das populações afetadas face aos governantes de Portugal. O interior de Portugal, e as zonas atingidas pelos incêndios de junho e de outubro, encontrasse despovoado. A conjugação desses dois fatores, incêndios e despovoamento, veio colocar a nu a miséria, pobreza e falta de recursos humanos e materiais em que se encontram muitas das povoações de Portugal. 

Como foi possível verificar pelos trabalhos jornalísticos produzidos, muitas das pessoas afetadas têm como meio de sobrevivência a agricultura. As aldeias do interior de Portugal, onde habita um núcleo populacional envelhecido, encontram-se privadas de transportes públicos que possam levar as pessoas às suas sedes de concelho ou de distrito, em muitos casos estão privadas dos correios e da internet que é o meio de comunicação que veio substituir o serviço atrás mencionado. 

Acresce a todos estes problemas o abandono de muitas terras e pinhais por parte de pessoas, que não possuem qualquer vínculo familiar com a território em causa habitando hoje em dia no espaço urbano. Mais dia menos dia, este problema iria ser apresentado de uma forma dramática aos nossos governantes. 

Sucede que infelizmente, essa exibição ocorreu no passado dia quinze e causou a morte a muitas pessoas. O executivo de António Costa, precisa urgentemente de alterar a sua governação e criar mecanismos que possam melhorar a vida das populações do interior, sob pena de num curto espaço de tempo Portugal se tornar ainda mais “um país plantado à beira mar”.

No meio de todo este drama, surge Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República, fez bem em ir auxiliar os cidadãos afetados pelos incêndios. Foi muito importante para os populares, uma pessoa de referencia ir em seu amparo e lhes dar a voz que eles precisam. O único ponto em que Marcelo esteve mal foi no discurso que fez contra o Governo. 

O Presidente da República de Portugal, não devia ter feito um discurso daquela natureza naquele momento, pois tudo aquilo que dissesse seria visto como oposição a António Costa, deveria ter esperado pelo acento da poeira. Afinal Passos Coelho tinha razão quando falava do “Catavento Mediático”.

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