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2 de agosto de 2017

«Os Trilhos do Cambaco» na Figueira da Foz




CULTURA


Luís Dias Breda escreveu e a Chiado Editora publicou, na sua colecção Prazeres Poéticos, o livro «Os Trilhos do Cambaco», cujo lançamento aconteceu, no Auditório Municipal, no passado sábado, dia 29 de Julho de 2017, com a presença do Vereador da Cultura e Vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, António Tavares, e da editora Eloísa Saraiva. A apresentação da obra e do autor esteve a cargo do escritor figueirense Miguel Babo.
 
«Dar a conhecer novos valores contemporâneos» é, para Eloísa Saraiva, uma das principais missões da Chiado Editora, «uma vez mais cumprida com esta publicação» de Luís Breda. Também a política cultural da Autarquia tem sido enriquecida, afirmou o Vereador da Cultura, com o apoio à divulgação de autores nascidos ou residentes na Figueira da Foz. Com «Os Trilhos do Cambaco» - cambaco é o nome dado, em Moçambique, aos elefantes quando, velhos, cansados e com a morte no horizonte, se separam da manada rumo à solidão e ao desconhecido -, Luís Breda expõe muitas das suas vivências, num registo «que nos traz à memória o genial poeta popular António Aleixo», frisou Miguel Babo. «A forma deste registo é simples, mas não simplória, é popular, mas não popularucha», afirmou ainda, sobre a obra que definiu como «quase um livro de contos autobiográficos» e um «documento humano», em poesia.

Perante uma plateia recheada de familiares e amigos, Luís Breda recordou os anos em que a escrita lhe serviu de escape, «mesmo na guerra», o apoio da família e o muito aprendeu com uma outra família, mais alargada, feita de «doutores e analfabetos», cheios de uma sabedoria traduzida em ‘palavras, lições e ensinamentos», tanta que, garantiu, ficou muito para contar, no próximo livro. 

A tarde literária ficou completa com a habitual sessão de autógrafos, depois de um momento poético e musical a cargo de Joaquim Afonso e Maria Luísa.
 
Sobre o autor
 
Nascido na aldeia do Pego, freguesia de Vacariça e Concelho da Mealhada, em 1948, Luís Dias Breda emigrou em 1963 para Moçambique, onde estudou, trabalhou como Técnico Agrícola, fez a guerra colonial, casou e constituiu uma especial família de afetos.
Em 2013 regressou a Portugal, fixando-se na Figueira da Foz, onde se iniciou nas artes e na escrita.

Este livro foi escrito em Moçambique, em cenários de guerra e insegurança, nas perigosas picadas quando, como técnico, prestava assistência às pulverizações aero-agrícolas nas culturas do algodão e outras.

Hoje reformado, casado, feliz, pai e avô, pinta, escreve e recorda um passado que o orgulha, um país, um povo que muito o marcou e especiais amizades.

Em “Os Trilhos do Cambaco”, Luís Breda evoca vivências e sentimentos diversos,do amor à família, das guerras vividas e do sangue derramado às amizades puras e à homenagem a um povo especial e aos que tombaram nos trilhos.

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