30 de maio de 2017

Crónica de Quarta: A conquista que falta



A Conquista que falta

Crónica da Autoria de Carlos Pinto

Vivemos em Portugal, num dos melhores momentos do séc. XXI, senão dos últimos 100 anos. Se alguém a uns 3 ou 4 anos atrás, dissesse que o BE, PCP e PEV, iriam apoiar um governo do PS, provavelmente iria parar ao Sobral de Cid.


Contudo, nestas ultimas semanas já nos apercebemos do próximo alvo a abater do Governo PS, o Rating da Divida Pública Portuguesa.  Desde de 2010, que para as 3 principais agências de Notação (Moodys, S&P, Fitch, com 95% da cota de mercado), que estamos no nível de “lixo”.

Desde então, que vivemos num aperto financeiro, em que a economia não sai dos telejornais, diários. Foi a crise, o resgate da troika, eleições, PIB, a taxa de desemprego, a dívida, exportações, saldo da balança de Pagamentos, resgastes bancários, entre outros tantos, que nos entraram pela sala a dentro.

Porém, nos últimos tempos, temos sido bombardeados com esse “economês” só que na positiva, é taxa de desemprego a baixar, o PIB a crescer a ritmos surpreendentes, o crescimentos “sustentado” do Turismo e das exportações, etc.

Apesar disso, o nosso rating ainda não conseguiu subir, senão para o “primeiro lugar dos últimos”, e melhorando as perspectivas das agências para estável ou positiva. A mudança do rating, para um nível “não especulativo”, seria provavelmente a ultima machada na liderança do PSD. Daí o empenho do actual executivo para trazer boas novas no "economês".

Este objectivo, requer que haja estabilidade nas instituições Portuguesas, tal como nas Europeias, sendo que os próximos desafios nessa frentes, serão o Orçamento de Estado de 2018, e as eleições na Itália. Mais importante, do que isso, será a redução da Dívida Pública Portuguesa, face ao PIB, tal como a redução da Divida Externa Publica e Privada.

São estes três últimos dados, conjugados com o crescimento do PIB, que iram decidir, o futuro da nossa dívida. Não existe, nenhum país que tenha pagado toda a sua divida, e que tenha atingido os 130% da Dívida face ao PIB, sem uma reestruturação da mesma. 

Portugal, tem surpreendido em todas as frentes, nestes últimos meses, será desta?
 



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