Rogério Jorge coordena um dos três projetos com participação do IPFN conquistam bolsas EUROfusion




O projeto coordenado pelo investigador figueirense, Rogério Jorge, sobre fusão nuclear controlada, é um dos três projetos com participação do IPFN que conquistou bolsa EUROfusion.

O projeto “Energetic particle optimization of stellarator devices using near-axis magnetic fields” enquadra-se no tema da fusão nuclear controlada. “Com a fusão, pretendemos obter energia renovável e limpa que possa complementar outras fontes de energia como a solar e a eólica. Este projeto vai permitir dar um passo muito importante nesta direção ao explorar uma técnica inovadora para calcular campos magnéticos em reatores de fusão na presença de um plasma”, evidencia o investigador Rogério Jorge.

Tal como explica o investigador do IPFN, “esta técnica consiste em primeiro determinar o campo magnético no centro (ou eixo) do plasma e, assim, conseguir extrapolar o resultado para uma região mais abrangente para fora do plasma”. “Esta é uma maneira de calcular campos radicalmente diferente daquela que é utilizada hoje em dia em que primeiro se determina o campo numa superfície conseguindo de seguida calcular o campo no interior desta superfície”, adiciona.

Este projeto tem duas vertentes, sendo a primeira a otimização da posição do eixo do plasma (a chamada near-axis expansion). “Aqui, são utilizadas técnicas matemáticas de otimização utilizando ferramentas computacionais que estão a ser desenvolvidas em várias universidades americanas, como a Universidade de Princeton, a Universidade de Maryland e a Universidade de Nova Iorque”, realça o coordenador do projeto. A segunda vertente é o cálculo da trajetória das partículas energéticas que constituem o plasma. 

“Neste sentido, vários elementos do IPFN que agora integram o grupo responsável pelo projeto têm estado a desenvolver programas computador que permitem calcular a trajetória de milhões de partículas em simultâneo utilizando supercomputadores modernos com o objetivo de determinar quanto tempo ficam estas confinadas dentro da máquina”, explica Rogério Jorge. “Combinando as duas técnicas, vamos procurar um design otimizado para um reator de modo a conseguir confinar as partículas o máximo de tempo possível e, assim, gerar energia”, acrescenta Rogério Jorge.

Texto na íntegra em técnicolisboa.pt 

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