Projeto de prevenção do insucesso escolar do Município apresenta resultados positivos



O Projeto de Prevenção do Insucesso Escolar desenvolvido nos últimos dois anos letivos pela Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) da Figueira da Foz e promovido pela autarquia, teve ontem, terça- feira, os resultados apresentados, no Auditório João César Monteiro, no CAE e, segundo os promotores, está a obter resultados positivos.  A ação, que visa diagnosticar as aptidões das crianças face às aprendizagens ainda em fase pré-escolar e tem como universo os Agrupamentos Figueira Mar, Figueira Norte, Paião e Zona Urbana contou, no ano letivo de 2019/2020 com 215 crianças matriculadas, das quais 169 deram consentimento para a avaliação, mais 14,4% face ao ano letivo anterior. Das 169 crianças, três não compareceram na avaliação por motivo de doença, o que reduziu o número para um universo de 166 crianças. 


Os resultados mostram que, das crianças avaliadas, 59 foram sinalizadas, 28 foram submetidas a avaliação suplementar e 31 foram para "follow-up", de forma a serem monitorizadas.  O projeto avalia o desenvolvimento evolutivo das crianças no que diz respeito aos desenvolvimentos verbal, quantitativo, orientação especial, memória auditiva, visomotricidade, memória visual, aptidão global e maturidade leitura/escrita, de forma aos sinais percursores precipitantes do insucesso escolar serem conhecidos antes da entrada no 1º ciclo, numa perspetiva de neurodesenvolvimento infantil e de contribuição para a planificação de programas compensatórios. O vereador da educação, Nuno Gonçalves referiu que a renovação deste programa por mais um ano é a prova de que é uma "prática consolidada", que visa encaminhar e fazer um acompanhamento para toda a rede pública, de forma a abranger todas as crianças, numa perspetiva de "igualdade e equidade”. Por sua vez, o presidente da APPACM, António Padrão, reforçou a importância de, depois da prevenção e intervenção, ser cruzada a informação. "É fundamental sabermos como estão as crianças no segundo ano do 1º ciclo, de forma a conferirmos ou não credibilidade às avaliações feitas no período pré- escolar”.Os resultados do projeto foram dados a conhecer pelas técnicas da APPACDM da Figueira da Foz, Dulce Helena e Sara Ferreira.

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