Foi na passada segunda-feira apresentado, no jardim interior do Centro de Artes e Espectáculos
da Figueira da Foz (CAE), o programa da iniciativa anual «Jardins de Verão», que
este ano integra o «Figueira Jazz Fest», um evento que marca a diferença por só
incluir Jazz feito em Portugal por portugueses, e que decorre de 7 a 29 de agosto
no anfiteatro exterior do CAE.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, que marcou presença a par do
vereador da Cultura, Nuno Gonçalves, e da vereadora da Juventude, Mafalda
Azenha, salientou a importância deste tipo de eventos para a retoma da oferta
cultural, no país e no concelho.
“Vai sobreviver melhor quem conseguir adaptar-se” e temos de “habituar-nos o
tempo necessário a viver assim”, enfatizou Carlos Monteiro que considera
importante dar trabalho a quem está ligado à cultura, aos artistas locais, algo que o
Município está a fazer com a animação de rua itinerante e também nos «Jardins de
Verão», que incluem a participação de artistas figueirenses: a banda Johnny Dead
Radio, Tributo a Stevie Wonder, Al Jarreau e George Benson (Paulo Loureiro nos
teclados e no baixo, Júlio Santana n bateria, Carlos Teixeira na guitarra elétrica e Fu
2
Manjate na voz), o projeto BAFO ( Luís Albuquerque e João Peneda), e a Orquestra
de Jazz da Escola de Artes do CAE.
De salientar que a atuação de 14 de agosto, do Tributo a Stevie Stevie Wonder, Al
Jarreau e George Benson, assinala o Dia Internacional da Juventude (que se
comemora a 12 de agosto) e que, de acordo com Mafalda Azenha, incluí uma ação
de oferta de máscaras comunitárias alusivas ao dia, dirigida aos jovens, uma
“forma de os chamar à responsabilidade, que também é deles”, referiu.
Nuno Gonçalves salientou que os «Jardins de Verão» fazem parte de um projeto de
“acesso democrático, eclético e que dá continuidade a uma boa programação
cultural” a nível regional e nacional do CAE. “Cabe aos poderes públicos,
principalmente neste momento, serem responsáveis pela promoção da cultura, que
é também uma âncora turística” salientou ainda o vereador da Cultura.
Todos os espetáculos têm entrada gratuita, a lotação máxima é de 120 pessoas e
condicionada ao cumprimento das regras de segurança sanitária em vigor e às
normas estabelecidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS) e Ministério da tutela.
O «Figueira Jazz Fest», que terá performances de qualidade inquestionável,
surpreendentes, algumas criadas propositadamente para o evento, tem início a 7
de agosto, data em que as cantoras Maria João e Maria Anadon, com dois percursos
e dois estilos diferentes, se encontram para um espetáculo único, improvável e
surpreendente. As artistas serão acompanhadas por um quinteto de
instrumentistas de luxo da nova geração, e vão revisitar os standards do Jazz.
Michelle Ribeiro no piano, João Farinha nos teclados, Rodrigo Correia no
contrabaixo, Joel Silva na bateria e Tomás Marques no saxofone alto.
A 15 de agosto, Nanã Sousa Dias, um dos maiores saxofonistas portugueses,
celebrará 40 anos de carreira no Palco, acompanhado por um sexteto de exceção e
por convidados ainda mais excecionais: Ricardo Toscano (saxofone alto), Ricardo
Branco (também no saxofone alto) e um convidado surpresa e muito especial (na
guitarra).
O sexteto é composto pelo próprio Nanã Sousa Dias nos saxofones e no EWI,
Manuel Rocha na guitarra, Óscar Graça no piano e teclados, Nuno Oliveira no
contrabaixo e baixo elétrico, Alexandre Alves na bateria e Ruca Rebordão nas
percussões. O repertório será composto pelos temas originais do saxofonista, na
linha do Jazz de Fusão, desde alguns compostos nos anos de 1980 até outros muito
recentes, escritos durante o confinamento, no presente ano.
No dia 22, sobe a palco o projeto original «Mano a Mano», que junta dois dos mais
importantes guitarristas de Jazz portugueses, André Santos e Bruno Santos que
convidam a cantora Rita Redshoes e o trio de Cordofones da Madeira (Jóni Araújo,
Graciano Caldeira e Bruno Ponte). Depois de quase 30 concertos no ano de 2019,
por todo o país e também no Luxemburgo, E.U.A., Espanha e Uruguai, este será um
espetáculo em formato alargado e ainda mais ousado.
Finalmente, a 29 de agosto, a encerrar a iniciativa, o consagrado espetáculo «Elas e
o Jazz», com as cantoras Joana Machado, Mariana Norton e Marta Hugon, onde,
acompanhadas por João Pedro Coelho no piano, Romeu Tristão no contrabaixo e
André Sousa Machado na bateria, irão interpretar os clássicos do Jazz e o universo
contemporâneo dos musicais da Broadway.
Todos os espetáculos terão início às 22h00 e os bilhetes (limitados a dois por
pessoa) terão de ser levantados no CAE, (espaço safe&clean), uma vez que não se
efetuam reservas. As informações estão disponíveis pelo tel: 233 407 200 e em
www.cae.pt.
A entrada e saída será devidamente identificada e será obrigatório o uso de
máscara pelos espetadores, bem como o cumprimento das indicações de frente de
casa e segurança no recinto.
0 Comentários