Estado Novo contado aos alunos da Escola Bernardino Machado





No âmbito dos conteúdos leccionados na disciplina de História A, relativos à temática do Estado Novo, no dia 29 de Janeiro, a turma C do 12º ano teve a honra de contar com a presença de Luís Amado que testemunhou, na primeira pessoa, este período da História Portuguesa Contemporânea. 

Luís Amado começou por intervir, referindo-se ao seu local de nascimento e residência durante a infância bem como à profissão que desempenhou ao longo da sua vida ativa como funcionário da TAP. Partilhou com as alunas as suas vivências de uma educação extremamente conservadora, tendo sido o pai um fervoroso adepto do Nazismo e do Estado Novo. Ao iniciar a sua vida ativa, foi-se apercebendo das discrepâncias sentidas entre a imagem idílica da sociedade transmitida pela educação recebida no seio da família e pela Igreja, e as dificuldades sentidas ao sair do ambiente familiar quando confrontado com o mundo real. 

Este motivo impulsionou-o para o afastamento dos valores e ideais que lhe foram incutidos enquanto criança e jovem, tendo enveredado pela oposição ao regime, através da sua participação em reuniões e manifestações anti-Estado Novo. Durante a sua intervenção, em suma, fez notar como se sentia a falta de liberdade de expressão e um clima de desconfiança constante, dando origem a conversas de café em tom sussurrante, pois o perigo poderia estar ali, mesmo ao seu lado, nomeadamente na discreta presença de agentes ou informadores da polícia política do regime, a PIDE. Quem viveu num regime sem liberdade consegue dar mais valor ao facto de hoje vivermos em democracia.

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