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31 de outubro de 2019

Comemorações do Centenário do nascimento de Jorge de Sena





O Município da Figueira da Foz e o Casino Figueira associaram-se para, no mês e ano em que se assinala o centenário do nascimento de Jorge de Sena, figura ímpar da literatura, uma das personalidades centrais da cultura do século XX, autor do romance autobiográfico “Sinais de Fogo”, com o qual eternizou a Figueira da Foz do ano 1936, promover um programa diversificado de atividades, na sua maioria gratuitas, direcionadas a diferentes públicos, as quais irão envolver estudiosos e atores de teatro, e várias entidades locais, regionais e nacionais: Associação Viver em Alegria; Associação Portuguesa de Escritores; Associação Cultural Fila K Cineclube – Viagens Literárias e Infraestruturas de Portugal. Assim, durante todo o mês de novembro, irão realizar-se, em diversos espaços culturais municipais e no Casino Figueira, palestras, projeções de filmes, uma mostra bibliográfica, uma exposição de fotografia, momentos de declamação de prosa e poesia, um Jantar Literário e o Percurso “Jorge de Sena”. O nome de Jorge de Sena será também perpetuado na toponímia da cidade, já no mês de novembro, estando prevista a colocação da placa toponímica na rotunda situada entre a estação ferroviária e as bombas de combustíveis da BP.

Programa


NOVEMBRO – Mostra bibliográfica «Jorge de Sena: “De mim não falo mais:
não quero nada”»
Através desta mostra, pretende dar-se a conhecer as obras de Jorge de Sena que
integram o espólio da Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, bem como
alguns factos que o relacionam com a nossa cidade.

02 | NOV | 15H00 – Projeção do filme “Sinais de Fogo”
“Sinais de Fogo” é uma adaptação da obra original de Jorge de Sena. O filme
apresenta-nos um reflexo da Guerra Civil da Espanha na sociedade portuguesa,
numa altura em que Salazar dominava. No verão de 1936, em que a ditadura de
Salazar está consolidada e controla totalmente o país, um grupo de adolescentes
passa as suas férias de Verão na Figueira da Foz. Do outro lado da fronteira
começou a Guerra Civil da Espanha e, apesar da distância, a sua violência vai
repercutir-se na vida destes jovens, lançados num turbilhão de intrigas políticas e
paixões desencontradas que marcará tragicamente a sua passagem à idade adulta.
Realizado por Luís Filipe Rocha, em 1995, conta com Diogo Infante no papel
principal (Jorge), Ruth Gabriel (Mercedes), Marcantonio Del Carlo (Ramos), José
Airosa (Rodrigues), Rogério Samora (Almeida), Henrique Viana (tio de Jorge),
Caroline Berg (tia de Jorge), entre outros.
Após a projeção do filme, terá lugar um debate com a presença de Luís Filipe
Rocha, Teresa Carvalho – investigadora da Universidade de Coimbra e Luís
Machado – secretário-geral da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

Luís Filipe Rocha
Aluno do Colégio Militar entre 1958 e 1964, é Licenciado em Direito pela
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1971). Por volta de 1963 integra
o Cénico de Direito e aí trabalha como ator, assistente de direção, dramaturgista,
tradutor e produtor. Exila-se no Brasil em 1973, trabalhando no teatro com Izaías
Almada.

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Inicia em 1974 a sua atividade cinematográfica como assistente de realização e
documentarista, sendo Barronhos - Quem Teve Medo do Poder Popular? (1976) o
seu primeiro filme. Em 2003, A Passagem da Noite, protagonizado por Leonor
Seixas, conquistou o Prémio de Melhor Filme e Argumento no Festival de Olympia
(Pyrgos, Grécia).
Sobre Jorge de Sena realizou Sinais de Vida - Breve Sumário da Vida e da Obra de
Jorge de Sena (1984) e Sinais de Fogo (1995). Da sua vasta obra como
argumentista e realizador, para além das já referidas, destacam-se diversas obras,
entre elas, Nós, No País (1 - Equipa A) (1975), Nós, No País (2 - Equipa A) (1975), A
Fuga (1977), Cerromaior (1980), Amor e Dedinhos de Pé (1991), Adeus, Pai
(1996), Camarate (2000), A Passagem da Noite (2003), Cinzento e Negro (2015) e
Rosas de Ermera (2017)

Teresa Carvalho
Como domínios de investigação, tem privilegiado a Literatura Portuguesa Moderna
e Contemporânea, de matriz clássica, e a Literatura na sua relação com as Artes.
Investigadora do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de
Coimbra, tem vários artigos publicados em revistas da especialidade, preparando
atualmente o doutoramento na especialidade de Poética e Hermenêutica.

02 | NOV | 18H00 – “Antigas e novas andanças do demónio”
Leitura encenada do conto “Peixe-Pato”, da autoria de Jorge de Sena, por Ana
Madureira e Vítor Filipe. Esta atividade realiza-se no âmbito da exposição “A
[F]figueira tem o diabo à beira!”, que termina nesse dia.

05 | NOV | 10H30 – Projeção do filme “O Escritor Prodigioso”
Através de uma sessão destinada ao público escolar, o filme “O Escritor
Prodigioso”, de 2005, realizado por Joana Pontes, será apresentado pela professora
e escritora Rosa Oliveira. Destinado essencialmente aos alunos do secundário, a
sessão terá lugar às 10h30, no Auditório Municipal, sendo a participação gratuita,
mas sujeita a inscrição prévia até dia 04 de novembro.

“O Escritor Prodigioso”
“O Escritor Prodigioso” é um documentário sobre Jorge de Sena, um dos mais
importantes poetas portugueses, que conta com a participação de Mécia de Sena,
Fernando Lemos, Helder Macedo, José Saramago, José Augusto França. Eduardo
Lourenço e João Bénard da Costa.

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Pela voz da sua mulher, Mécia de Sena, e na sua casa em Santa Bárbara, Califórnia,
Estados Unidos da América, vai cruzar-se a sua vida de escritor, pai de família,
professor e português exilado, com a obra que deixou, com as memórias do tempo
em que viveu, memórias social, política, literária e familiar.
A narrativa é organizada como um diário da estadia em Santa Bárbara. São
lançados temas de conversa à volta dos quais se tece a figura de Jorge de Sena, à
volta dos quais aparece a vida que Mécia recorda:
-Portugal, país de origem;
-Brasil, primeiro exílio;
-América, o último posto
"O Escritor Prodigioso" é a procura de Jorge de Sena, um dos mais importantes
poetas portugueses, trinta anos após a sua morte. Com este filme a realizadora
busca os motivos pelos quais a voz do poeta nos chega, ainda hoje, forte,
amargurada, afirmativa e de uma intensidade lírica única. Coma ajuda da sua
mulher, Mécia, e de alguns dos seus amigos e companheiros políticos e literários,
somos levados a perceber as razões pelas quais este poeta maior foi mal amado
pelo seu país, sendo embora respeitado e temido. Exilado voluntário, durante o
estado Novo, no Brasil e nos estados unidos, não foi desejado pelo Portugal
democrático. A sua liberdade foi sempre um incómodo para os que se resignam.

Joana Pontes
Portuguesa, licenciou-se em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da
Educação da Universidade de Lisboa, fez estudos em Cinema na Escola Superior de
Teatro e Cinema de Lisboa, na RTP, Radio Televisão Portuguesa e na BBC, British
Broadcasting Corporation. Em 2002/2003 concluiu o Programa Avançado em
Jornalismo Político no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica de
Lisboa. Em 2018 doutorou-se em História na especialidade de Impérios,
Colonialismo e Pós-Colonialismo, pelo ISCTE-IUL, tendo sido aprovada por
unanimidade com distinção louvor.
De 2004 a 2008 foi assessora da Direção de Programas da RTP para a área do
documentário.
Os seus interesses de investigação estão direcionados para a História
Contemporânea de Portugal, especialmente para o período final do Estado Novo,
1960-1974. Dedica-se à escrita e realização de documentários, lecionando nessa
área na Escola Superior de Comunicação Social, Instituto Politécnico de Lisboa,
como Professora Adjunta convidada.
Tem sido convidada, como realizadora, para apresentar e debater documentários.
Entre outros, Centro de Estudos Portugueses, Universidade de Santa Bárbara,
Califórnia, EUA, 2004; Instituto Camões/Universidade de Santiago de Compostela,
Espanha, 2007; International Doctoral Program, Annenberg School of

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Communication, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 2007; Instituto de
História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, 2008; Instituto Camões,
Cáceres, Espanha, 2011 e 2012 e Uk Portuguese Film Festival, London, 2016.
Recebeu, em 2007, o Grande Prémio da Lusofonia atribuído ao documentário “O
Escritor Prodigioso”, filme sobre a vida de Jorge de Sena. Em 2018 recebeu,
juntamente com David Castaño, Nuno Severiano Teixeira e Catarina Martins, o
prémio Fernando de Sousa atribuído pela Comissão Europeia à série documental
Europa 30, que comemorou os 30 anos de adesão de Portugal à União Europeia.
É membro da direção da Liga dos Amigos do Arquivo Histórico Militar, associação
que tem como objetivo o enriquecimento do património deste Arquivo. Em 2013
foi membro do júri do Instituto do Cinema e do Audiovisual/Secretaria de Estado
da Cultura, no concurso de produção de documentários de criação.

Rosa Oliveira
Rosa Maria Oliveira nasceu em 1959, em Souto, Santa Maria da Feira. Licenciada
em ensino de Português e Francês, enriquece a vocação de professora com a sua
paixão pela escrita literária. Tem vários livros publicados na área da poesia e do
ensaio biográfico. O seu livro «Da vida e do acaso» (Poesia, 1990) chega às mãos do
pai de um aluno do agrupamento de escolas de Ovar, em 2007, que acaba por
convidar a autora a colaborar na escrita do romance «O Último Retornado» (2012),
baseado em factos reais passados em Angola.
Com o propósito de ajudar os alunos a suplantar as suas resistências às
aprendizagens escolarizadas, implementa uma oficina de formação para a escrita
de ficção, de onde nasce o livro «Escritas de vida, histórias da escola. Na Roda
Gigante» (2011). «Magna Mater» (2008), o seu livro de Poesia, projeta a
consciência de uma transmutação interna com origem numa história real e
«intemporal» que a autora vive para escrever o romance «Grávida de Quase Nada
— A Acrobata e o Divino».
Rosa Oliveira venceu o Prémio Pen Clube Primeira Obra com o livro Cinza,
publicado em 2013 pela Tinta-da-china e o Prémio Literário Fundação Inês de
Castro de 2017, com o livro de poesia “Tardio”.

15 | NOV | 21H30 – Projeção do filme “Correspondências”
Destinado ao público em geral, este documentário, realizado em 2016, por Rita
Azevedo Gomes, apresenta-nos a leitura que a realizadora faz da correspondência
trocada entre Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner Andresen.

Rita Azevedo Gomes

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Tem desenvolvido, desde os anos 70, atividade em diversas áreas: cinema, teatro,
ópera, concertos, artes gráficas. Trabalhou com João Bénard da Costa (na Fundação
Calouste Gulbenkian e na Cinemateca, onde ainda integra a equipe de
programação). Participou em filmes de Luís Noronha da Costa, Manoel de Oliveira,
Werner Schröeter, Valeria Sarmiento, entre outros.

Abílio Hernandez Cardoso
Professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC),
embora vindo da área da Filologia Germânica, tem um amplo trabalho de
investigação e de palestras na dimensão do Cinema a que progressivamente se foi
votando. Diretor da Sala de Estudos Cinematográficos da FLUC, professor de
disciplinas de Cinema oferecidas à Academia conimbricense, promotor da
Licenciatura em Estudos Artísticas da mesma Universidade, apresenta vasta obra.
Ocupou vários prestigiados cargos, nomeadamente, Pró-Reitor da Universidade de
Coimbra, Presidente de «Coimbra Capital da Cultura», membro da Comissão
Nacional para as Comemorações do Centenário do Cinema e Diretor do Teatro
Académico Gil Vicente.

16 | NOV | 16H00 – Percurso Jorge de Sena
Da Estação da CP ao Casino Figueira, este percurso é um belo pretexto para,
através do jovem Jorge de Sena, embarcar numa viagem à Figueira da Foz
cosmopolita e glamorosa, da década de 1930.
Dinamizado por: Luís Ferreira – Associação Viver em Alegria

16 | NOV | 17H00 – Jorge de Sena e a Figueira da Foz | Casino Figueira
À conversa com:
Jorge Fazenda Lourenço, poeta, professor de literatura e, até 2016, coordenador-
editor das Obras Completas de Jorge de Sena.
António Tavares, professor, escritor, e vereador da Cultura da Câmara Municipal
da Figueira da Foz, entre 2009-2017.

30 | NOV | 20H00 Jantar Literário | Casino Figueira – Salão Caffé | 15,00€

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Organizado pelo Casino Figueira, contará com a presença de António Valdemar e
de Luís Machado, ambos da Associação Portuguesa de Escritores, bem como com
apontamentos musicais, a cargo da Orquestra de Jazz da Escola de Artes do CAE,
com repertório de época.



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