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5 de fevereiro de 2019

Restauro do templo e honra a Nossa Senhora da Purificação em Samuel (Soure)




Por Aldo Aveiro


A comunidade cristã da paróquia de Samuel, arciprestado do Baixo Mondego e no concelho de Soure, festejou a padroeira, Nossa Senhora da Purificação, com entusiasmo e devoção, no passado fim-de-semana (2 e 3 de Fevereiro),. A festividade teve mais brilho e satisfação, uma vez que no dia 27 foram inauguradas as obras de restauro da igreja paroquial local, após profunda intervenção. Os festejos arrancaram na sexta-feira, com atuação do Grupo Hip-Hop da ACRS de Samuel, “Samuel Beat” e “festa da cerveja”, animada pela banda Kremlin. No dia 2, à noite, dia da padroeira, teve lugar a celebração da Eucaristia, seguida de procissão de velas. No final, assistiu-se atuação da cantora Rebeca e baile com AS Band e DJ Rodriguez. A festividade, de cariz religioso, teve o seu ponto alto, no dia 3 de Fevereiro, com a celebração de Missa Solene (14h30) seguida de procissão, acompanhada musicalmente pela Filarmónica de Instrução e Recreio da Abrunheira, terminando com a tradicional venda dos ramos. A animação popular voltou, no final dos atos religiosos, atuando o popular artista Xico à Portuguesa. Um baile, à noite, com a banda Nova Imagem, encerrou as festas. Assim, a comunidade de Samuel esteve em festa pelo segundo fim-de-semana consecutivo, após no domingo, 27 de Janeiro, ter participado num almoço convívio, a que se seguiu a celebração da Eucaristia (14h30), presidida pelo vigário-geral da Diocese de Coimbra, padre Pedro Carlos Lopes de Miranda, com animação dos coros de Samuel e “Vozes de Montemor”. A festividade deste dia terminou com a sessão solene de bênção e descerramento da placa evocativa da inauguração das obras de beneficiação e remodelação do interior e exterior da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Purificação de Samuel (vulgarmente conhecida por “igreja do Diabo”) e um concerto pelo Grupo Musical Gesteirense.


Obras superam 200 mil euros


As obras de beneficiação do templo e área circundante, agora inauguradas, duraram cerca de meio ano, representando um custo superior a 200 mil euros, provenientes do apoio da Câmara Municipal de Soure (cerca de 70 mil euros), da Junta de Freguesia de Samuel (10 mil euros), bem como dos donativos da população, que desde 2014 e, com maior incidência, ao longo de 2018, desenvolveu diversas iniciativas com vista à angariação de fundos”. Sob o lema “Aproximai-vos do Senhor”, a realização desta obra motivou o envolvimento e contribuição de toda a população da paróquia de Samuel e das comunidades vizinhas, das coletividades da freguesia e grupos musicais, culturais e de folclore do concelho de Soure e concelhos vizinhos. Mantendo toda a identidade e traça original, a obra foi realizada por empresas com um vasto currículo de intervenções neste tipo de edifícios, sendo que os projetos de especialidade estiveram a cargo do arquiteto sourense Ricardo Tralhão. O restauro da arte sacra dos altares, que ficou de fora desta intervenção, conclusão dos arranjos urbanísticos exteriores e criar um pequeno núcleo museológico ligado à igreja são as próximas tarefas que o Conselho Económico da Paróquia de Nossa Senhora da Purificação de Samuel pretende também concretizar. A primitiva Igreja da paróquia de Nossa Senhora da Purificação de Samuel terá sido construída no século XII, cuja referência mais antiga consta do “catálogo de todas as igrejas e comendas que havia no Reino, nos anos de 1321 e 1322”, tendo sido alvo, no longínquo ano de 1613, de uma das mais significativas remodelações. Ao longo dos séculos sofreu várias intervenções, conservando, no entanto, os traços daquela reforma. É conhecida como a “igreja do Diabo”, porquanto o altar das Almas ostenta um quadro onde se vê a figura do diabo a ser estocado pelo arcanjo S. Miguel. A antiga paróquia de Nossa Senhora da Purificação de Samuel foi vigairaria da apresentação do Mosteiro de Seiça. Pertenceu ao Arcediago de Penela, ao arciprestado da Ega, ao arciprestado de Alfarelos e Soure e atualmente ao do Baixo Mondego. No “termo de Montemor-o-Velho”, foram donatários de Samuel, até 1759, os Duques de Aveiro, data em que reverteu a favor da Coroa. Constituiu o reguengo de Samuel e Urmar até ao liberalismo, sendo então anexada ao concelho de Abrunheira e, desde 1844, ao de Verride, que foi extinto por decreto de 31 de Dezembro de 1853, passando a integrar o concelho de Soure. Em 1839 está integrada na comarca da Figueira da Foz e em 1852 na de Soure.




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