Bem-Vindo à Foz ao Minuto, líder de audiências na Figueira da Foz

FotografiaLDA

12 de junho de 2018

Crónica de David Afonso: Discussão de café sobre eutanásia




Crónica de David AfonsoTítulo: Discussão de café sobre eutanásia



Numa primeira abordagem não tinha opinião formada, pelo que decidi ler e analisar os vários argumentos a favor e contra a disponibilização da morte assistida.

Não se trata este assunto de ânimo leve, destina-se a pessoas de maior idade, com doença incurável, fatal, sem hipótese de cura conhecida, em dor extrema e agonia prolongada. O paciente tem de estar consciente, mentalmente sã e cumprir os requisitos que uma lei bem estruturada lhe possa reconhecer. É uma decisão pessoal, uma escolha que possa fazer e com plena consciência do que esta a pedir, uma decisão que pode revogar e sujeita a uma apreciação por uma equipa com profissionais da saúde e não só os que a lei requerer para tal.


Há um testamento feito em plena consciência e sanidade mental, que atribuída a vontade da morte assistida ao doente e a mais ninguém, parente, amigo, medico ou conhecido.

Há quem diga que só Deus pode tirar a vida. É um argumento que se baseia num único ponto, a fé. Não temos todos o mesmo Deus, não podemos generalizar ou escolher a disposição de um. Como ficam os que não acreditam nele? E como saber que ele quer ou não? Então que Deus é este que nos dá um sofrimento e justifica com a dignidade do seu prolongamento. A fé já levanta problemas e demasiadas questões pelo que não se pode incluir neste problema.

Ao argumento “não mates cuida” podemos retorquir que este “matar” faz parte do “cuidar”, e que não se trata de fazer eutanásia para poupar em cuidados paliativos, todos os doentes tem direito a cuidados de saúde seja para aliviar uma doença terminal e é destas ultimas que falamos na eutanásia. O sofrimento não nos torna menos dignos o que se discute é o de disponibilizar ou não uma opção para o doente poder terminar a sua vida da maneira que achar mais digna.

O estado não deve matar mas deve obrigar a sofrer. O estado te, de fornecer todos os meios para prolongar a vida com qualidade o que não invalida a escolha pessoal de dizer basta e evitar mais uma vez a desigualdade social, os ricos vão a países com morte assistida, legalizada, os menos favorecidos economicamente padecem e morrem com sofrimento por falta de rendimentos.

Este assunto tem sido bem debatido e de forma saudável na sociedade civil, não se entendendo os argumentos da parte das pessoas que menos contribuíram para este debate. Não estamos a falar da solução final como já disse não é uma opção para todas as situações devemos sim exigir que haja muito investimento na investigação científica para descobrir formas de curar até agora incuráveis.

Resumidamente se numa primeira abordagem não tinha um opinião formada, agora opto por estar a favor da morte medicamente assistida.



 Esta e todas as crónicas escritas neste espaço são da inteira responsabilidade dos seus autores.

Sem comentários:

Enviar um comentário

publicidade.fozaominuto@gmail.com

publicidade.fozaominuto@gmail.com
A melhor forma de anunciar no século XXI

Direitos de autor

Todo o conteúdo deste site encontra-se protegido por direitos de autor. Não é autorizada a cópia permanente, no todo ou parte, e por qualquer forma, do conteúdo deste site, nem a colocação de links para este site em outros sites, sem o consentimento prévio escrito da Foz ao Minuto.

O utilizador não está autorizado a transmitir, distribuir, publicar, modificar, vender ou utilizar por qualquer forma a informação, incluindo imagens, contida neste site.

A prática de plágio é considerada crime, segundo a lei portuguesa.

A Foz ao Minuto encontra-se registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) com o número de registo 126961, e encontra-se apta para as suas funções.


Principais destaques da semana

Anuncie AQUI

Copyright © Foz ao Minuto