Bem-Vindo à Foz ao Minuto, líder de audiências na Figueira da Foz

publicidade.fozaominuto@gmail.com

publicidade.fozaominuto@gmail.com
A melhor forma de anunciar no século XXI

FotografiaLDA

9 de janeiro de 2018

PSD critica postura da CMFF em ter recebido o ministro do ambiente sem dar conhecimento a oposição e jornalistas


POLÍTICA


O vereador Carlos Tenreiro (PSD) questionou ontem o Presidente da Autarquia, enquanto responsável máximo pela Protecção Civil no concelho da Figueira da Foz, acerca das condições de segurança e socorro da barra do Porto da Figueira da Foz.


Tenreiro recordou que a 18 de Dezembro passado endereçou ao edil, nesse sentido, um conjunto de perguntas «até hoje sem resposta». A bancada social-democrata questionou «que medidas se encontram actualmente implementadas no "terreno" ao nível da segurança do Porto da Figueira da Foz para que possa ser dada uma resposta mais pronta e mais eficaz de socorro caso se verifiquem incidentes como aqueles».

«Respondeu o presidente da CMFF que não dá respostas por escrito face ao solicitado e que o assunto em causa não é da sua competência nem da sua responsabilidade, mas antes da Marinha, e que no seu entender «a questão está a ser bem tratada, sentindo-se satisfeito com a situação actual em termos de meios operacionais disponíveis», acrescenta o PSD em nota de imprensa.
João Ataíde destacou, ontem em reunião de Câmara, um reforço de pessoal que passou de 2 para 6 elementos que asseguram uma intervenção permanente, que se tem promovido mais formação ao nível da segurança para os trabalhadores do sector da pesca e que está em marcha um plano de desassoreamento da barra de modo a torná-la mais segura.
Também na mesma nota de imprensa, «o presidente da CMFF deu nota de um reforço nos meios de equipamento de salvamento com “novas lanchas” mas sem identificá-lo ou caracterizá-lo em concreto».
Carlos Tenreiro manifestou o seu desagrado pelo facto do responsável máximo da Protecção Civil no concelho «não se mostrar muito inteirado acerca daquela matéria que tem a ver com questões de segurança da vida humana respeitante a populações e visitantes do concelho». Na sua opinião, «a merecerem outro tipo de atenção e preocupação por parte de quem detém responsabilidades nessa matéria (segurança pública do concelho) e que devia ter um conhecimento e interesse mais aprofundado, associado à máxima que tudo o que se passa num município, diz respeito, em primeiro lugar, à Câmara Municipal».

Desassoreamento da barra através de fundões submarinos


Na reunião de ontem interveio o vereador do PSD Miguel Babo questionando e criticando o método que vem sendo defendido para o desassoreamento da barra «que se resume à abertura dum fosso com cerca de um milhão e sem mil metros cúbicos de areia, com custos na ordem dos 4 milhões de euros», adiantando que «os fossos rasgados no fundo do mar correm o risco de ficarem cheios no espaço de dias caso exista uma tempestade de mar, como já ficou demonstrado em anos anteriores».


Miguel Babo repudiou a solução que se quer adoptar, a qual «revela-se extremamente precária e assenta num esbanjar de dinheiro já que nada adianta em termos de futuro, pois tal tipo de operação, para ser viável, exige a sua repetição de forma periódica e permanente, pelo menos 4 vezes ao ano, impondo um investimento, de todo, insustentável».


Miguel Babo questionou também «que interesses estão por trás de tudo isto para não se requerer pelo menos o estudo de viabilidade doutra solução tecnicamente reconhecida e assente na dragagem fixa (by pass) de forma a poder comparar-se os impactos de ordem financeira e técnica».
Na já referida nota de imprensa lê-se que «a vereadora Ana Carvalho (PS) referiu que a CMFF limita-se a seguir as orientações técnicas que vão sendo dadas pelos relatórios e estudos que vem sendo apontados».
A terminar, a bancada do PSD sublinhou que «não pode existir uma postura de conformismo por parte da CMFF em relação a tudo o que é indicado pelas entidades em questão, as quais, aliás, já falharam num passado recente em matéria de previsões», tendo ficado assente por parte dos vereadores do PSD que a referida questão vai continuar a ser tratada, com a ideia que «não deixarão de ser denunciados publicamente todos aqueles milhões mal gastos, sem resolução aparente, onde parte desses valores são comparticipados directamente pela CMFF».


Erosão costeira a sul do concelho

O vereador Miguel Babo criticou ainda a postura assumida pelo presidente da CMFF em ter recebido o ministro do Ambiente e ter-se deslocado ao local sem dar conhecimento aos vereadores da oposição e aos jornalistas.

“A esse propósito respondeu o presidente da CMFF que a circunstância ocorreu de forma repentina e aproveitou a oportunidade do ministro se encontrar no zona norte do país para tratar do assunto”. Questionado sobre o que ficou decidido com o referido ministro, ficou a indicação de que “foi decidido realizar obras de protecção da duna que à partida passará por uma operação de enrocamento da mesma”.
Carlos Tenreiro quis saber ainda a data do início da obra de sustentação da duna, designadamente, junto ao 5.º molhe, ao que o presidente da autarquia respondeu que «para já não havia uma data para o arranque da obra e que primeiramente se vai efectuar um estudo para avaliar a situação».
Perante a insistência do vereador social-democrata acerca da »necessidade de serem tomadas medidas urgentes para atenuar aquele problema», o presidente da CMFF referiu que «para já não se mostra necessária nenhuma intervenção» entendendo que por agora a duna mantém-se sustentável.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Direitos de autor

Todo o conteúdo deste site encontra-se protegido por direitos de autor. Não é autorizada a cópia permanente, no todo ou parte, e por qualquer forma, do conteúdo deste site, nem a colocação de links para este site em outros sites, sem o consentimento prévio escrito da Foz ao Minuto.

O utilizador não está autorizado a transmitir, distribuir, publicar, modificar, vender ou utilizar por qualquer forma a informação, incluindo imagens, contida neste site.

A prática de plágio é considerada crime, segundo a lei portuguesa.

A Foz ao Minuto encontra-se registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) com o número de registo 126961, e encontra-se apta para as suas funções.


Principais destaques da semana

Anuncie AQUI

Copyright © Foz ao Minuto