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12 de janeiro de 2018

Ciclovia do Mondego ‘ganha’ mais 4 quilómetros junto à Figueira da Foz



A Ciclovia do Mondego, projeto com mais de 10 anos que pretende ligar Coimbra à Figueira da Foz, ganhou hoje mais quatro quilómetros com a adjudicação de uma obra que permite sair daquela última cidade.

"Estende a ciclovia já existente até à freguesia de Vila Verde", disse na sessão de adjudicação da obra o presidente da Câmara, João Ataíde, aludindo ao percurso ciclável que vai ligar a estação de caminhos-de-ferro até à localidade de Vila Verde, junto ao rio Mondego.
A obra hoje adjudicada tem um custo previsto de 599 mil euros e um prazo de execução de cerca de 10 meses, adiantou o autarca.
A ciclovia possui já, na Figueira da Foz, um percurso concluído de cerca de 500 metros entre os paços do concelho e a estação de caminhos-de-ferro, construído com base no estudo prévio da Ciclovia do Mondego, ideia do arquitecto Miguel Figueira, desenvolvida para criar um percurso ciclável até Coimbra pelos campos do Baixo Mondego.
No concelho de Montemor-o-Velho, junto ao centro náutico local, existe outro troço do projeto, na margem do antigo leito do rio, entre um dos topos da pista de remo ali existente e a povoação de Casal Novo do Rio, assumido pela autarquia local.
A construção do percurso total da ciclovia - cerca de 46 quilómetros entre a Figueira da Foz e Coimbra e um custo estimado de seis milhões de euros - foi anunciada por duas vezes, primeiro para estar concluída em 2011 e depois em 2013, mas nunca se concretizou.
Em 2008, a autarquia de Coimbra chegou a anunciar a aprovação de uma verba de dois milhões de euros, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e após uma candidatura formalizada, na altura, pela associação de municípios do Baixo Mondego, cujo projeto deveria estar concluído em 2009 e a obra em 2011.
Em 2012, a comunidade intermunicipal do Baixo Mondego (CIM/BM) liderada então por Jorge Bento, já falecido, assumia que o projeto da ciclovia intermunicipal possuía uma "gestação de grande complexidade" e que, vencida "uma série de obstáculos" - nomeadamente relacionados com a implementação técnica - o projeto iria ser lançado até final desse ano, para estar concluído em 2013.
Na altura, chegou a ser anunciado um investimento de cerca de cinco milhões de euros - financiado em 85% por fundos comunitários e o restante assumido pelas autarquias de Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz. No entanto, no mesmo ano, em outubro, face à "reprogramação estratégica" do QREN, a CIM/BM deixou cair o projeto de construção integral da ciclovia, que ainda não voltou a ser reativado.
Em 2009, o arquitecto Miguel Figueira explicava que a Ciclovia do Mondego tinha início previsto junto à estação de comboios da Figueira da Foz, na zona leste da cidade, acompanhando, numa primeira fase, a via municipal que liga à freguesia de Vila Verde, obra que a autarquia da Figueira da Foz agora concretiza, passados nove anos.
O restante percurso, que consta do projeto de Miguel Figueira, continua junto ao dique de contenção do leito central do Mondego e daí em diante, a caminho de Montemor-o-Velho, a ciclovia estende-se ao longo do canal de rega da margem direita, passando do leito central para o chamado "leito abandonado" do rio - entre Montemor-o-Velho e a povoação de Ereira - em direcção ao centro náutico, onde existe o referido troço, já construído.
A ciclovia volta a unir-se ao Mondego na zona da ponte de Formoselha, seguindo até à Mata do Choupal, em Coimbra, onde termina.

O projeto engloba uma plataforma de circulação de bicicletas junto ao rio com 2,6 metros de largura, cinco pontes revestidas a painéis de madeira, 18 ligações a estações e apeadeiros do caminho-de-ferro e espaços de paragem ao longo do percurso.

Fonte:DN

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