Anuncio

Anuncio

21 de novembro de 2017

Museu Municipal Santos Rocha revisita o legado do artista plástico Manuel Filipe


CULTURA


O Município da Figueira da Foz em colaboração com a Câmara Municipal de Condeixa - Galeria Manuel Filipe, inaugura no próximo sábado, 25 de Novembro, pelas 16h00, no Museu Municipal Santos Rocha,  a exposição “Revisitando Manuel Filipe: A Reserva da Família | A Reserva do Museu Municipal Santos Rocha”.




“Revisitando Manuel Filipe: A Reserva da Família | A Reserva do Museu Municipal Santos Rocha” é composta por dois  conjuntos de obras: um de doze,  pertencentes à família do artista plástico condeixense,  e outro de dezassete,  por si doadas ao Museu Municipal Santos Rocha  entre 1961 e 1993. 

A inauguração da exposição será assinalada com a apresentação do livro “Manuel Filipe e a sua Fase Negra (1942:45) – No contexto do Neo-Realismo Pictórico”, do investigador João Archer de Carvalho.

A mostra, poderá  ser visitada, gratuitamente, até Abril de 2018, de terça a sexta-feira, das 09h30 às 17h00 e aos sábados das 14h00 às 19h00. 



BIO: Manuel Filipe nasceu em 1908 em Condeixa-a-Nova. A infância vivida em Condeixa, sempre carinhosamente invocada marcou toda a sua vida. Da sua obra transparece o enaltecimento dos valores da vida em contacto com a terra e a paisagem da região onde viveu, intensamente a juventude.

Optimista irredutível, praticava o culto da boa disposição, da saúde e do gosto pela vida. Professor em Leiria na década de 1940, conheceu Maria Luísa, colega do Liceu Rodrigues Lobo e casaram. Iniciou-se então um dos períodos mais fecundos da sua vida artística, a que curiosamente mais tarde chamou fase negra.

Motivados pelas profundas contradições político-sociais que se viviam no período pós 2º Guerra Mundial, um grupo de escritores e artistas portugueses tinha então fundado o Movimento Neo-Realista, cujas referências no campo da expressão artística eram nomeadamente o Expressionismo Alemão e a obra do pintor brasileiro Cândido Portinari e do mexicano Diego Rivera.

Manuel Filipe (m.f como assinava os seus quadros) interpretando de forma muito própria as linhas de força desta corrente, trabalhou com veemência entre 1942 e 1947 num conjunto notável de pinturas e desenhos a carvão, onde seres humanos protagonizavam a angústia e o medo, a guerra, o trabalho desumano, a fome e a exclusão social.

Após várias exposições individuais e colectivas, entre elas as Exposições Gerais de Artes Plásticas de 1946 e 1947, a sua actividade artística, muito empenhada nos ideais sociais, foi abruptamente interrompida pelas forças da repressão, que mandaram retirar da Exposição Geral de Artes Plásticas de 1947, muitos dos trabalhos expostos, entre os quais os seus.
Após cerca de dez anos de quase inactividade artística, m.f voltou ao trabalho. Os temas que lhe eram caros, nunca os abandonou, mas a sua linguagem tornou-se mais lúdica.

Realizou exposições em Lisboa e por todo o país, procurando avidamente o contacto com o público, sobretudo os mais jovens, a quem como mestre dedicava todo o seu entusiasmo. Por isso, acreditava sobretudo no papel pedagógico da arte, pelo que doou trabalhos a muitos museus e instituições, mas entregou a Condeixa a maior parte da sua obra, com o pensamento na terra onde nasceu.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Direitos de autor

Todo o conteúdo deste site encontra-se protegido por direitos de autor. Não é autorizada a cópia permanente, no todo ou parte, e por qualquer forma, do conteúdo deste site, nem a colocação de links para este site em outros sites, sem o consentimento prévio escrito da Foz ao Minuto.

O utilizador não está autorizado a transmitir, distribuir, publicar, modificar, vender ou utilizar por qualquer forma a informação, incluindo imagens, contida neste site.

A prática de plágio é considerada crime, segundo a lei portuguesa.

A Foz ao Minuto encontra-se registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) com o número de registo 126961, e encontra-se apta para as suas funções.


Copyright © fozaominuto