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21 de novembro de 2017

Maiorca: Balanço das Festas do Senhor da Paciência 2017

Fotografia de José Guerra

MAIORCA

José Cunha Carvão



No último fim de semana, nos dias 18 e 19 de Novembro, realizou se a Festa do Divino Senhor da Paciência, em Maiorca, com a presença de milhares de pessoas, nas duas Procissões, no sábado foi se buscar a Imagem do Divino Senhor da Paciência da sua capela situada nas Cruzes para a Igreja Matriz de Maiorca, e domingo realizou-se a procissão pelas ruas principais  da Vila. 





Esta festa, secular, é «seguramente a mais antiga da Região Centro», afirma a população local, orgulhosa por serem festas «exclusivamente religiosas e nem sequer é o padroeiro da freguesia», mas é aquele a quem a população presta mais culto.

A devoção do Divino Senhor da Paciência por parte dos habitantes de Maiorca teve origem no século XVII, a imagem do Senhor da Paciência começou por ser colocada num nicho por uma devota mulher de nome Mariana Monteiro. A capela nas Cruzes, em sua honra só começou a ser construída em 1707 com esmolas do povo, em 1712 era administrada pelo pároco e em 1723 era considerada uma das dez ermidas da Igreja de S. Salvador de Maiorca, que era um vigaria e em 1825, a capela sofreu obras de remodelação, e passou a ter o aspecto que ainda hoje conserva.

Esta festividade tem a particularidade se ser exclusivamente religiosa, sem foguetes e sem componente profana, as suas três procissões nocturnas atraem todos os anos milhares de devotos que pagam as suas promessas, muitas pessoas vão de rastos e de joelhos; e dezenas de crianças são vestidas de várias figuras religiosas. A próprias composições musicais que a Banda de Maiorca executa nas procissões, só são tocadas por ocasião das Festividades do Senhor da Paciência, cuja denominação é “ Os Passos do Senhor da Paciência”, uma vez que foram compostas à muitos anos, para serem executadas exclusivamente nestas festividades.

A organização dos festejos foi composta por seis mordomos: Filipe Manuel, Filipe Carvalho, Paulo Roque, Nelson Faria, Pedro Godinho e  Luís Sousa   O ambiente que se gera em redor destas procissões, é «muito forte e muito sentida», e a própria música, composta para este efeito no século XIX, «é comovente, com os cantares em latim», no dia principal dos festejos no passado domingo a procissão tem quarto paragens ( largo Actor Dias, Terreiro do Paço, Rua da União Filarmónica e Rua do Norte), onde as elementos da banda filarmónica local entoam os Passos do Senhor da Paciência.  

O andor do Senhor da Paciência já tem reservas para ser enfeitado até 2025. Mas a devoção vai além dos enfeites, já que, ao longo de toda a procissão, este ano eram pelo menos cinco dezenas de pessoas que, de joelhos ou de rastos, percorriam todo o percurso, pagando assim as suas promessas. A fé tem forças que nem sempre obtêm explicações e as promessas dos devotos são cada vez mais, sobretudo em tempos difíceis e de crise como aqueles que se vivem actualmente. 

Por isso, estas procissões têm algumas particularidades no que toca ao pagamento de promessas por muitos fiéis que percorrem de joelhos ou de rastos o trajecto de cerca de um km destas. Essa tradição mantém se, o que leva o Núcleo da Cruz Vermelha de Maiorca a formar um círculo com uma corda para proteger os devotos, que são desde jovens a idosos, que de joelhos ou a rastejar; num piso que nem sempre é agradável e muitos menos convidativo, mas como dizem os devotos presentes “ a fé não olha a sacrifícios”.

As celebrações foram presididas pelo padre Nuno Filipe Fileno, coadjuvado pelo Diácono Jorge Carvalho, sendo as missas acompanhadas pelo grupo coral e pela Filarmónica Local.
Nas procissões esteve presente a Banda da Associação Musical União Filarmónica Maiorquense, sob a regência do maestro Bruno Cavaleiro, o grupo de Escuteiros de Maiorca e os voluntários do Núcleo de Maiorca da Cruz Vermelha Portuguesa que auxiliarem os devotos no cumprimento das suas promessas.

Durante a semana realizaram dois terços diários em honra do Senhor da Paciência na igreja de Maiorca às 17 e 21 horas. Com as receitas da festa irão ser feitos melhoramentos na capela do Senhor da Paciência. No próximo domingo dia 26, realiza-se a última etapa, com a celebração da missa pelas 16 horas, que será seguida pela terceira e última procissão que levará de volta à sua capela nas Cruzes a Imagem do Divino Senhor da Paciência .


Fotogaleria de José Guerra:




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