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15 de novembro de 2017

Luís Santos tomou posse como presidente do Clube Automóvel do Centro




DESPORTO

Luís Santos apela à unidade e aceleração contínua rumo ao futuro de consensos


Durante o discurso da tomada de posse, o novo presidente do Clube Automóvel do Centro apelou a um exercício de coesão associativo, recorrendo a consensos para levar a bom porto a missão que lhe foi confiada para o biénio 2017/2019.

Foi num auditório improvisado nas instalações do Clube Automóvel do Centro, mas repleto de associados e amigos, que Luís Santos lançou as bases para os próximos dois anos. Uma sessão marcada por um discurso coerente e apelativo do novo presidente da colectividade de Coimbra, focando o sentido de responsabilidade, rebuscando no passado estratégias que possam vingar no presente e futuro.



Sereno e firme, como é seu apanágio, Luís Santos abordou alguns temas a empregar no próximo mandato associativo que passam por «desenvolver os projectos no sentido de implementar estímulos aos associados, começando, aliás, por deixar «um agradecimento especial para aqueles que depositaram confiança em nós, sem descurando todos os outros, pois se poucos somos muitos, pelo aquilo que temos feito por este clube, também poderemos dizer que mesmo muitos somos poucos».
«Será a pensar primordialmente nos seus associados e nas medidas que permitam o seu aumento, que iremos pautar a nossa conduta nos próximos dois anos», sustentou o novo presidente do Clube Automóvel do Centro, adiantando que «queremos ser uma equipa coesa, que trabalhe seriamente e em equipa, com as responsabilidades, tarefas e louvores repartidos por todos».
Luís Santos e os restantes elementos que integram a Direcção pretendem «fomentar uma equipa agregadora de sócios, estimulando a convivência salutar, ouvindo as partes interessadas e respeitando as ideias divergentes, querendo ser uma equipa de consensos, sem ser consensual, que isso é impossível, mas desejamos que o clube cresça, por isso, repito, que muitos somos poucos!».

 “Aplicar fórmulas que manifestaram sucesso no passado”


«Muitos somos poucos para atingir o que pretendemos. Pretendemos, em primeiro lugar, apoiar fortemente o associativismo, sabendo que nos dias de hoje não será uma tarefa fácil, dada a enorme oferta nas mais diversas actividades. Por um lado, teremos de inovar, procurando novas ideias para eventos e actividades que iremos discutir em sede própria. Por outro, iremos voltar a aplicar fórmulas que já se manifestaram serem de sucesso no passado», adiantou.
Perante este cenário, e a reboque destes compromissos, Luís Santos não se desviou um milímetro do trilho no qual quer caminhar, de forma firme e rígida, confidenciando que a equipa que lidera pretende «voltar a editar um rali/convívio para sócios e a dinamizar os passeios de convívio», mas será porventura ainda mais importante criar condições para trazer mais pessoas à sede, tanto a cativar os mais jovens, como aliciando sócios e as suas famílias com eventos nela sediados».
Para fazer face a essa decisão, «a prioridade passa por tornar a sede mais acolhedora e funcional, começando pelo bar e local de convívio, os quais têm de estar em funcionamento no período da noite». «Enquanto em actividade mas na ausência de responsáveis pelo clube, as instalações terão de funcionar, igualmente, como secretariado para recepção de expediente, quota e comunicações telefónicas».

“Fórum permanente do automóvel, da competição e exposições”


No entender do novo timoneiro do Clube Automóvel do Centro, «a sede deverá ser ainda um fórum permanente do automóvel e da competição, devendo reunir condições para a realização de exposições que tragam pessoas à sede, como por exemplo as de miniaturas ou mesmo de uma ou duas viaturas históricas ou de competição, criando-se um espaço com qualidade para as albergar temporariamente».
No horizonte da equipa que agora tomou posse está também o acolhimento de palestras sobre a temática da sua actividade, «envolvendo, sempre que possível, oradores que cativem o público, como sejam os praticantes de notoriedade do desporto automóvel».
No capítulo desportivo, «também queremos continuar a ser uma referência no panorama desportivo nacional, com ênfase para a qualidade desportiva e organizativa, com realce para o campo da segurança nas nossas provas».
Para este efeito «queremos contar com uma Comissão Desportiva eficiente que será, ainda, reforçada de novos elementos, dado o papel desta comissão ser crucial para a vida do clube e para o êxito desportivo das provas que organiza».
Luís Santos assumiu o desejo de envolver toda a comunidade associativa com o mesmo fim: servir o Clube Automóvel do Centro. Para tal, afirmou, «mesmo com a qualidade à CAC, alguns aspectos deverão ser ainda melhorados», sendo, em primeiro lugar «no que se refere ao planeamento das tarefas inerentes às provas, que deverá ser ainda mais atempado e exaustivo, o mesmo no que se refere à relação com as entidades externas, nomeadamente os parceiros que apoiam a sua realização, surgindo depois a parte dos recursos para a realização das provas».

“Procurar autonomia para provas que organizamos”


Não deixando de colaborar e ter a colaboração de outros clubes, quando necessário ou importante para o Clube Automóvel do Centro, o novo presidente afirmou que «temos de nos capacitar para sermos autónomos em termos de colaboradores para as provas que organizamos».
«Esta preocupação será, sobretudo, ao nível dos controladores, já que as outras áreas não são problemáticas actualmente, necessitando apenas de se criarem condições para as manter em actividade e com ainda melhor capacidade técnica. O maior trabalho será o de cativar novos controladores e fazer regressar ao clube outros que nos interessem e estejam afastados, tarefa para a qual será também muito importante grande parte do que se referiu anteriormente, quanto à sede e às actividades a desenvolver», elucidou.
«Concomitantemente terá de se trabalhar regularmente no capítulo da formação, tanto a inicial, como a contínua, não só para os controladores, mas também para os comissários técnicos ou outros colaboradores envolvidos na segurança, nas tarefas administrativas e noutras actividades inerentes às provas», avaliou Luís Santos.
«O trabalho de formação e experiência adquirida nas provas deverão permitir ainda uma crescente capacitação técnica destes colaboradores de forma a viabilizar a sua progressão e promoção, para atingirem cargos de ainda maior responsabilidade, tornando-se em opções válidas para esses cargos quando necessário», asseverou.
Assim, o clube «não precisará de sobrecarregar sempre as mesmas pessoas ou não ficará eternamente dependente delas». «Será ainda dada ênfase a eventos que envolvam os controladores e outros colaboradores das provas, incluindo os convívios», reforçou.

“Reeditar o Rali Beira Serra com Rampas no pensamento”


Relativamente às provas desportivas, Luís Santos afirmou que «o clube irá realizar, em 2018, uma prova para o Campeonato Nacional de Ralis, que incluirá, no mesmo evento, concorrentes do Campeonato Regional de Ralis do Centro, bem como outra competição para este último campeonato e o Rali Rainha Santa do Campeonato Nacional de Regularidade».
«Por outro lado, pretendemos reeditar o Rali Beira Serra e, ainda, realizar outras provas que estão em plano e terão de ser negociadas com as partes interessadas, incluindo ralis do tipo Legend ou Regularidade Sport, havendo mesmo a hipótese de realizar Rampas. Para estas provas e projectos será fundamental o apoio das câmaras municipais e de outros patrocinadores e parceiros, bem como o envolvimento e eficácia das entidades destinadas à segurança das provas. Pautaremos a nossa conduta também por um bom cooperativo e proactivo relacionamento com a entidade federativa», disse Luís Santos.
Para o presidente do Clube Automóvel do centro, «será efectuado no entanto um grande esforço para angariar mais patrocinadores e outros apoiantes, bem como para melhorar ainda mais o relacionamento institucional e os canais de comunicação com todas as partes envolvidas. Esse esforço, na eficácia dos canais de comunicação, é naturalmente estendido aos media, não descurando as novas tecnologias de comunicação e informação para esse efeito, mas não esquecendo também os meios tradicionais, pois todos são importantíssimos para fazer chegar as nossas realizações e os nossos produtos ao conhecimento do público».

“Revisão dos estatutos é uma das prioridades do mandato”


Luís Santos endereçou «palavras de apreço para os órgão sociais cessantes, que desenvolveram um trabalho muito meritório, e com os quais existe um excelente relacionamento, continuando inclusivamente alguns na nova equipa». «Realizaram tudo a que se propuseram para o seu mandato, excepto a revisão dos estatutos, em grande parte por culpa dos próprios estatutos, que não permitem a sua revisão nos anos de eleições. Não se podendo fazer a revisão no último ano e como o primeiro ano é normalmente de adaptação e dedicado às reformas mais prementes, acaba por não sobrar tempo para essa revisão tão necessária».
A fim de criar uma maior estabilidade governativa, Luís Santos entende «necessária quanto mais não seja para estender o mandato a três anos, que permitirá, sobretudo, um planeamento com um imprescindível maior horizonte temporal».
Por outro lado, permitirá, ainda, «retirar as partes desnecessárias para este tipo de documentos, nomeadamente as que se imiscuem no modo de gerir da Direcção, ou mesmo dos restantes órgãos sociais, penalizando ou blindando estratégias diferentes para a gestão do clube, daquelas que nos são impostas por quem criou esta versão dos estatutos. Por isso a revisão dos estatutos será também uma das prioridades desta equipa».

Jantar de Natal previsto para 24 de Novembro


Quase a fechar a palestra, Luís Santos enumerou dois eventos a realizar a muito curto prazo, lançando, por isso, o repto para reunir a família Clube Automóvel do Centro em torno do Jantar de Natal: «Por faltar pouco tempo para este evento, queria transmitir que estamos a pensar realizar um Jantar de Natal, no dia 24 de Novembro», uma forma de antecipar «para evitar coincidências de datas com outros jantares».
«Pensamos também realizar uma exposição de miniaturas, com carácter solidário, com entradas pagas, cuja receita reverterá para uma causa a definir», disse o presidente recentemente eleito, finalizando que «a Direcção e restante equipa cessante apresentará aos novos órgãos sociais um relatório que incluirá as contas reportadas até ao fim do seu mandato, mas a apresentação formal de contas aos sócios decorrerá após o fecho do ano de 2017, nos moldes habituais em todos os anos».
Em forma de rodapé, Luís Santos dirigiu as derradeiras palavras para a equipa que conduz: «Contém comigo, quero e preciso de contar convosco, esperamos contar com todos! Vamos acelerar com todo o gás em direcção ao futuro, mas com a segurança da experiência dos 51 anos deste grandioso clube e o imprescindível combustível proporcionado pelos seus apoiantes. Muito obrigado a todos!».


Tomada de posse dos novos órgãos sociais

ASSEMBLEIA-GERAL
Jorge Conde (Presidente), Miguel Conde (Secretário), Sinel Martins (Vogal) e Luís Costa (Suplente).

DIRECÇÃO
Luís Santos (Presidente), José Regêncio (Vice-Presidente), Paulo Amorim (Vice-Presidente), Luís Oliveira (Secretário), Rosangela Garcia (Tesoureira), António Ferreira (1.º Vogal), Nelson Gonçalves (2.º Vogal), Frederico Luís (1.º Suplente) e João Sousa (2.º Suplente).

CONSELHO FISCAL
Rui Correia (Presidente), António Tejo (Relator) e António Patrão (Vogal).

A Direcção irá indicar ainda alguns nomes para serem votados para a Assembleia Consultiva, tais como Castanheira Jorge, José Manuel Barreto, José Rolo, José Machado, António Pocinho, Carlos Santos, Jorge Morato, João Paulo Cardoso, José Segurado ou António Morais.
A lista conta ainda com vários elementos que já aceitaram vir a integrar a futura Comissão Desportiva liderada por José Regêncio, que para além de mais sete elementos dos órgãos sociais, contará ainda com José Augusto Correia, João Carlos Oliveira, Mário Antunes, Ricardo Albino, Luís Abreu, Nuno Vicente e Carlos do Carmo.



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