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1 de novembro de 2017

Crónica de Rui Duque: O anel do rei



Crónica de Rui Duque: O anel do rei


Conta a história que um rei mandou fazer um anel com uma pedra preciosa. Depois, ordenou aos soldados que o colocassem no alto de um poste de madeira e convocou a população:

- Quem conseguir atirar uma flecha que passe pelo centro do anel, recebê-lo-á como presente, com mais cem moedas de ouro.

Quatrocentas pessoas ofereceram-se para lançar as suas flechas. Todas o fizeram e todas erraram. Perto dali, um jovem brincava com o seu arco, quando uma das flechas atiradas por ele foi desviada pelo vento, aproximou-se do poste e atravessou o centro do anel. O rei premiou o rapaz com a joia e as moedas de ouro. Assim que saiu do palácio, a primeira coisa que o jovem fez foi queimar o seu arco e as suas flechas.
- Porque estás a fazer isso? – perguntou um passante. 
- Um homem deve entender que, às vezes, a sorte bate-lhe à porta, mas jamais deverá deixar que ela o engane e acabe por o convencer de que tem talento.

 A presente história remete-nos para a análise eleitoral das autárquicas, de 01 de Outubro, na Figueira da Foz e para a performance dos dois candidatos partidários que almejavam (?) a vitória eleitoral – o do partido socialista e o do partido social democrata. 

A esse propósito, recordo uma pequena análise que publiquei no grupo (Facebook) do Fórum Cívico Figueira da Foz 2017, na qual considerava que os candidatos, da Situação (Presidente do Município e candidato do PS) e da Oposição (candidato do PSD), não deviam ter o prémio eleitoral do voto - o primeiro porque nenhum ato relevante de gestão tinha cometido ao longo do Mandato (antes pelo contrário!), o segundo porque manifestamente não entusiasmava, mais parecendo não querer ganhar a disputa eleitoral (sobre isto ainda recebeu o escriba, in illo tempore, a menção honrosa de “traidor” - vá-se lá saber porquê…!).

Ora, ao candidato perdedor, para quem esse vaticínio se confirmou em toda a linha, e ao absoluto ganhador, para que não se inebrie com o resultado tido, aqui deixo, e para todos, em especial para quem sabe que o presente não é o futuro, a reflexão necessária ínsita supra.

Por outro lado um voto de fé e esperança para as 400 pessoas que manejam o arco, no sentido de porfiarem, nunca descorando o treino necessário a obterem a sorte dos capazes. A Figueira da Foz, voltará a ser grande quando o(s) pequeno(s) David(es) ousar(em) enfrentar o(s) Golia(s) mencionados na Bíblia.   É assim esta crónica, ela própria, uma auto reflexão do autor e um despertador de torpores e vapores!.   

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