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26 de outubro de 2017

PSD vota contra reunião de Câmara à porta fechada


POLÍTICA
Após a última reunião de Câmara, foi apresentada uma proposta, pelo Presidente João Ataíde, para que das duas reuniões mensais ordinárias, uma seja realizada à porta fechada. Foi aprovada com os votos favoráveis do PS e contrários do PSD.

Em comunicado, os vereadores da oposição recordam que «a lei impõe que pelo menos uma reunião da Câmara Municipal seja pública, deixando antever que as demais serão também públicas caso nada seja proposto em contrário. No concelho da Figueira da Foz desde o 25 de Abril, há cerca de 40 anos, que vinha vigorando a tradição democrática das reuniões camarárias serem, todas elas, abertas ao público ».
Segundo o Partido Social Democrata avança em comunicado «face à proposta apresentada foi curioso observar o comportamento dos vereadores do PS, todos eles remetidos a um profundo silêncio, limitando-se a votar favoravelmente, sem conseguirem, contudo, esconder o embaraço e desconforto que tal medida causa em termos políticos».
Entendem os vereadores do PSD que a presente medida «não só não possui qualquer efeito útil , como se mostra, inclusivamente, de extrema desconsideração para a comunicação social que fica impedida de assistir e relatar os trabalhos naquelas reuniões e, desse modo, veicular a notícia junto da comunidade».
Quanto à proposta de distribuição de pelouros com quatro vereadores a tempo inteiro e um a meio tempo, proposta aprovada com os votos favoráveis do PS, dois votos contrários e uma abstenção do PSD, a vereação social-democrata questionou o edil acerca do impacto financeiro nas contas do município em resultado do acréscimo de encargos, obtendo como resposta «que tal facto não pesa muito nas contas».
Em comunicado o PSD destaca que «restará perceber se o aumento da presente despesa não se revelará impedimento para num futuro próximo a Câmara Municipal vir fundamentar a rejeição de iniciativas essenciais para o concelho por falta de meios financeiros».
Ainda neste capítulo, «regista-se ainda o facto do presidente da Câmara Municipal ter justificado também a necessidade daquele alargamento porque ele próprio não dispõe de muito tempo visto estar cada vez mais ocupado com as suas funções na C.I.M.».
Termina o mesmo comunicado com a indicação que «ficará ainda por esclarecer se os pelouros do Turismo e da Cultura (áreas de importância vital para o concelho) deviam permanecer confiados ao presidente da Câmara Municipal, considerando o facto de reconhecer que o seu tempo, cada vez mais, vai sendo absorvido pela C.I.M».

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