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3 de julho de 2017

Secretária de Estado falou da ‘múltipla discriminação’ da Mulher Cigana no Encontro “Siñando kali” na Figueira da Foz



CULTURA

Promovido pela RIBALTAMBIÇÃO – Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Ciganas, o Encontro “Siñando kali (Ser Mulher Cigana) no Século XXI”, decorreu na Figueira da Foz nos dias 28 e 29 de Junho de 2017. Ao longo de dois dias, no Auditório Municipal, falou-se de igualdade de género, da cultura cigana, de empregabilidade e formação profissional, de luta contra a discriminação racial e de mediação para gerir conflitos nas áreas da educação, saúde e emprego, alguns dos principais objectivos da Ribaltambição, que aproveitou a ocasião para a apresentação da campanha “Sou mulher e Cigana, luto pelo meu espaço na sociedade!”.

A sessão de abertura dos trabalhos foi presidida por Catarina Marcelino, Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade. Na recepção à governante, coube ao Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, destacar a importância de «combater todos os preconceitos, vencendo as barreiras que impedem os cidadãos de atingir o seu potencial», sublinhando que as alterações sociais que em tempos acreditou que poderiam levar décadas, «talvez possam afinal, com este nível de empenho e envolvimento, acontecer num horizonte temporal mais curto». 

A Secretária de Estado, por seu turno, louvou os progressos que têm sido feitos no país, realçando os bons exemplos dos municípios da Figueira da Foz e de Torres Vedras e desejando que as boas práticas instituídas nestes territórios possam ser replicadas nos restantes 306 municípios. «O maior desafio, agora, é investir na educação e a formação, cuja falta obsta, muitas vezes, ao aumento da empregabilidade, mesmo no quadro de políticas de emprego apoiado», lembrou, instando as mulheres presentes a serem defensoras incansáveis da manutenção das crianças ciganas, meninos e meninas, na escola. «É possível fazê-lo sem colocar em causa o orgulho, a tradição e a cultura ciganas», sustentou, admitindo que o caminho a trilhar não é fácil. 

«Se as mulheres ainda lutam com questões de igualdade, as mulheres ciganas são alvo de múltiplas discriminações, por serem mulheres e por serem ciganas», lamentou. «Prometi a mim própria e ao Governo que ia encher o Programa Qualifica de ciganos e ciganas e conto com o testemunho das mulheres e homens ciganos que estão neste momento no Ensino Superior para me ajudarem a incentivar muitos outros», concluiu Catarina Marcelino.

A sessão de encerramento dos dois dias de trabalhos coube a Tânia Oliveira, presidente da Ribaltambição, Pedro Calado, Alto-Comissário para as Migrações e António Tavares, Vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.


O Encontro “Siñando kali (Ser Mulher Cigana) no Século XXI”, promovido pela associação que é parceira do Conselho Local de Acção Social da Figueira da Foz, contou com a participação de  mais de uma dezena de especialistas e académicos, entre sociólogos, coordenadores de programas de intervenção social e activistas. A iniciativa foi apoiada pela Divisão de Educação e Assuntos Sociais, dando assim continuidade a uma política de integração que teve um dos seus pontos altos a 10 de Março de 2014, com a subscrição, pelo Município da Figueira da Foz, do Programa ROMED2, que potencia e apoia a implementação dos vários eixos e prioridades definidas na Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas, tendo por base a mediação.  

No âmbito do referido Programa têm sido realizadas diversas iniciativas e apoiados desafios lançados pelo Grupo de Acção Comunitária da Figueira da Foz, de workshops e acções de formação a um showcooking de comida cigana e a uma exposição fotográfica “Figueira Cigana”. A integração de vários elementos de etnia cigana nos serviços da Câmara Municipal da Figueira da Foz tem sido concretizada através de Medidas Activas de Emprego pela Autarquia que aprovou, recentemente, o Plano Municipal para a Igualdade de Género (PMIG), que visa colmatar as desigualdades de género no município, em especial nos grupos mais vulneráveis, como a comunidade cigana residente.




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