14 de junho de 2017

Crónica de Quarta: A semana que passou

FR24

Crónica de Quarta: A semana que passou
Por Tiago Ferreira


A semana que passou veio pôr a nu a estado em que se encontra o Reino Unido. A derrota de May, colocou um ponto final em todos aqueles que apregoaram por este mundo fora que não “existe alternativa”. Começou há um ano nas primárias americanas, com Sanders e Trump a derrotarem o “sistema” e continuou agora do lado de cá do atlântico com Le Pen e Corbyn. Segundo a comunicação social, este último estava condenado ao fracasso. Sucede que obteve um excelente resultado, fruto de uma mensagem direcionada para as camadas mais jovens. O seu programa eleitoral, que estipulava várias nacionalizações, tendo sido aceite pela generalidade dos eleitores, obrigou os conservadores a mudarem a sua tática eleitoral a meio da corrida.

Quanto a Teresa May, tudo lhe correu mal, queria reforçar a maioria conservadora, mas acabou por condenar o seu futuro político. Em 2010, David Cameron, foi obrigado a fazer uma coligação com os liberais e cinco anos depois obteve uma ampla maioria. Contudo agora tudo é diferente, May tinha uma dilatada maioria no parlamento e não a soube manter, e dentro do partido Conservador já existem pessoas, nomeadamente Boris Johanson, a afiar as facas.

Além de May, também os independentistas escoceses, sofreram uma derrota e viram fugir-lhes a possibilidade de voltaram a referendar a sua independência. Agora vem aí o Brexit e as negociações não vão ser nada fáceis, mas a mim parece-me que até ao final das reuniões com a União Europeia, ainda voltaremos a assistir a um novo ato eleitoral e a uma profunda mudança dos atores políticos.  Mas afinal de contas este é o país onde tudo acontece, se não vejamos, Churchill que foi primeiro-ministro começou por ser do partido Conservador, passou pelos Liberais e voltou para aos conservadores.

Em França aconteceu aquilo porque todos esperávamos, o projeto de Macron e Manuel Valls resultou, conseguiram destruir o Partido Socialista. A V República francesa sempre assistiu ao surgimento de novos movimentos políticos, que mais não são do que renovações dos anteriores partidos políticos derrotados nas urnas, veja-se o caso dos Republicanos que é uma reciclagem da direita gaulista. Vamos esperar para ver o que vai acontecer, mas uma coisa é certa se a governação do novo inquilino do Eliseu, for igual à do seu antecessor, Le Pen vai ganhar a longo prazo.


Em Portugal, continua tudo na mesma, o Ministro da Economia continua desaparecido, o senhor César continua a ser César e eu continuo à espera de eleições presidenciais para eleger um novo presidente, porque nunca fui grande adepto de políticos que têm atitude de “palhaço rico”.

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