29 de maio de 2017

Dia Nacional das Coletividades assinalado na Figueira da Foz




COLECTIVIDADES
Honrando as suas mais de 160 colectividades e assinalando o Dia Nacional das Colectividades (31 de maio), a Figueira da Foz acolheu, no Auditório Municipal, no passado sábado, 27 de maio, a palestra «Um Outro Olhar Sobre o Associativismo Popular», com Sérgio Pratas e Maria João Santos como oradores e a figueirense Rosa Baptista, dos órgãos sociais da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, como moderadora.

Na apresentação de Sérgio Pratas, autor do estudo e do livro homónimos da palestra, Maria João Santos sublinhou a importância de comemorar o Dia Nacional das Colectividades, uma conquista que veio coroar os mais de dois séculos de trabalho do movimento associativo popular em prol das populações, deixando ainda uma palavra de apreço à Associação das Colectividades do Concelho da Figueira da Foz pelo seu percurso relevante.

Na palestra, Sérgio Pratas assumiu que a defesa do associativismo em Portugal passa, em primeira linha, pelo combate ao preconceito, que mina não apenas a participação dos cidadãos mas também os apoios públicos para a prossecução de fins como o desporto e a cultura para todos. O especialista, que terminou na Figueira da Foz um périplo de apresentações deste estudo-livro que serviu, simultaneamente, para recolher outros testemunhos e experiências que, em forma de relatório, chegarão à Assembleia da República no próximo dia 31 de maio, lembrou que os dirigentes associativos constituem uma «enorme força de trabalho mas também reivindicativa», já que ultrapassam os 450.000 cidadãos. Sérgio Pratas e Maria João Santos consideraram que é urgente alterar a legislação em diversos aspectos e apoiar o associativismo em muitos outros. «O dirigente associativo tem de fazer tudo e saber tudo», explicou Sérgio Pratas. «É o que tem de colocar as cadeiras, estar no bar, ir à Câmara tratar das licenças, lidar com a Sociedade Portuguesa de Autores e ainda perceber de fiscalidade e direito e saber instruir candidaturas a apoios», elencou. «É preciso continuar a apostar no conhecimento e na formação, elaborar legislação mais amiga das colectividades e providenciar mais apoio, em áreas técnicas, para as associações», defendeu.

As 32 propostas de alterações legislativas que, a 31 de maio, chegarão à Assembleia da República, «têm um reduzido impacto financeiro mas um grande impacto económico e social», acrescentou o especialista, que instou os dirigentes associativos figueirenses a valorizarem as parcerias já estabelecidas e a não desistirem de reivindicar condições para continuarem a desenvolver o seu trabalho, «sobretudo junto do poder central, uma vez que, por norma, com as autarquias locais, as relações são boas e próximas».

A tarde de reflexão terminou com um momento de debate e troca de experiências, seguido de um mini concerto da Orquestra Clássica da Figueira da Foz, da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto, e de um porto de honra em nome do Associativismo Local.

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