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12 de abril de 2017

Crónica de Quarta : E se a televisão não existisse?



Crónica da Autoria de Francisco Sanchez

Hoje, dei por mim a pensar: E se a televisão não existisse?
Bem, se a televisão não existisse, não tínhamos visto em directo e a cores um tsunami destruir tudo quanto aparecia à sua frente.
Se a televisão não existisse não tínhamos visto a desgraça que o furacão tal fez na passagem por tantos países.
Se a televisão não existisse não tínhamos visto aquela desgraça com que o fogo destruía aquela povoação.
Se a televisão não existisse não tínhamos visto aquele golo fenomenal do jogo de futebol que não tivemos a oportunidade de ver, porque não foi possível ir ver o jogo ali no estádio.
Se a televisão não existisse não haviam tantos comentadores, bem regrados na vida, a dar opiniões contraditórias, ou não, a favor ou contra as nossas opiniões, para ganharem mais uns euros para juntarem ao se pecúlio.
Se a televisão não existisse não víamos aqueles concursos, degradantes ou não, conforme a nossa opinião
Se a televisão não existisse, não víamos aquela esganiçada apresentadora aos gritos, não sabemos bem para quê, mas que ela faz honra em apresentar naquela desenfreada gritaria.
Se a televisão não existisse, não sabíamos em directo a previsão do tempo, para amanhã assim nos prevenirmos a tempo.
Se a televisão não existisse não podíamos dizer: hoje vi aquele ou aquela apresentadora da Tv, na rua a passear … eh pá não é nada como aparece na tv é feia/o como tudo, chiça, ou então é mesmo um/uma brasa de pôr os ditos em pé…
Se a televisão não existisse, como é que aqueles teimosos, que têm sempre de ter razão, podiam para terminar uma discussão, argumentar veemente: É VERDADE PORQUE DISSE NA TELEVISÃO !!!!!
Se a televisão não existisse….enfim, se não existisse, continuávamos a ter as informações pela telefonia.
Só que pela telefonia não havia imagem, e sem imagem, não tínhamos a mesma percepção, e não conseguíamos distinguir na rua quem era quem. 
Tínhamos ainda os jornais, e aí sim, o que nos faz muita falta. Falta, porque haviam mais jornais, mais opiniões diversificadas de qualquer caso, o que acabava por criar mais empregos, e mais critérios para justificar uma verdade, o que infelizmente não acontece nestes canais televisivos que só dão notícias para justificar os seus interesses e os dos directores de programas, por razões, infelizmente já conhecidas sobretudo na política. Falta porque se vai perdendo o hábito da leitura. Falta porque cada vez mais se esquece o que se aprendeu nas escolas, que era o ler e interpretar o que se lia. O cérebro não se desenvolve na utilização da escrita, ou seja faz falta para o desenvolvimento motor da nossa vida.
Os jornais perdem a sua essência: leitores, e perdendo-a perdem o seu significado, ou seja tornam-se desnecessários.
Então que pensar: faz ou não faz falta a televisão?
Claro que sim, foi um dos melhores inventos do século XX, pena que por vezes seja tão mal utilizada. Só podemos esperar que um dia ela tenha a importância relativa à sua descoberta, mais pluralista, mais verdadeira, sem interesses, em que possibilite uma discussão mais aberta, em que os factos sejam apresentados em todas as suas vertentes, e aí sim as notícias serão isentas e informativas de verdade.


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